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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Música para Macho #8

Velhas Virgens - Cubanajarra

A capa do cd Cubanajarra

Você ai, meu amigo leitor, já ouviu falar das Velhas Virgens? Não estou falando daquela sua tia avó crente. Estou falando da banda. Provavelmente sim, mas vou ser mais específico.

A Banda das Velhas Virgens, como foi chamada a princípio, é uma banda de Rock and Roll nacional, formada no início dos anos 90. Você já deve ter ouvido alguma coisa deles por ai. A famosa "Abre Essas Pernas" é tocada em tudo que é lugar. Aquela música onde o cara faz um leilão pela mulher e bla bla bla. Bom essa ai tá no segundo álbum deles, de 97, chamado "Vocês Não Sabem Como é Bom Aqui Dentro!". Provavelmente você só ouviu isso, não é? Talvez tenha ouvido mais uma ou outra, como a "Beijos de Corpo" que tocou nas rádios no final dos anos 90 (a do refrão: "Nós tamos indo pra zona, nós tamos no maior porre"). Se você ouviu mais que isso, parabéns. Se não, não tem problema, é normal. O cenário nacional nunca deu muita bola pras Velhas. Ainda bem! Por isso eles continuam ótimos.

A banda tem 7 álbuns de estúdio e 2 ao vivo. Estão há quase 22 anos na estrada fazendo um Rock and Roll sem firulas, sem frescuras e muito bem feito. Tirando as baladas de amor (que por sorte são minoria), são uma banda excelente. E são, sem dúvidas, uma banda para machos! Com letras que falam de bebedeiras, mulheres gostosas, churrasco e bebedeiras (sim, tem mais bebedeira do que o resto), conseguem resumir bem a vida de um macho bem resolvido.

E, pra melhorar ainda mais, a banda conta com uma integrante feminina. Sempre gostosa! A primeira foi a dançarina Claudia Lino (aquela que canta na "Abre Essas Pernas"). Depois veio a japinha Lili (ah, a Lili...). Hoje temos a Juju, deliciosa também.

Aliás, geralmente as mulheres não gostam deles por considerarem a banda muito machista. Mas isso elas falam da boca pra fora, pois elas sabem que, na verdade, elas se enquadram em todas as letras. Por exemplo, a letra de "Muito Bem Comida" fala sobre uma garota toda fresca, do tipo boneca. Aí o refrão diz:

Aí caiu nas mãos desse cervejeiro / Olhar matreiro e barriguinha pró / E eu te fiz gozar e ver a vida / Te fiz gemer até não ter mais dó

Sobre bebedeiras, eles tem um hino: Já Dizia o Raul:

Já dizia o Raul: vai e faz o que queres / Pra beber prefiro cerveja / Mas pra comer... eu prefiro as mulheres!
Velhas Virgens

A banda ainda com a Lili

A banda começou muito bem com os álbuns "Foi Bom Pra Você?" e "Vocês Não Sabem Como é Bom Aqui Dentro!". Dois clássicos absolutos do Rock and Roll nacional, de qualidade musical invejável. Tiveram alguns maus momentos, alguns álbuns não tão inspirados, mas o que é certo é que todos os seus álbuns contém clássicos. Podemos destacar as épicas "Morena Lucifer", "Já Dizia o Raul", "Madrugada e Meia", "Uns Drinks", "Blues do Velcro", "Marcia e Amanda" e muitas, muitas outras.

O mais legal das VV é que, depois de 20 anos de estrada, em 2006, eles lançaram o Cubanajarra. Tendo em vista que as bandas vão se limitando com o tempo e lançando álbuns cada vez menos divertidos e criativos, as VV foram no rumo contrário. Cubanajarra é um álbum que se iguala aos primeiros da banda, de qualidade impecável e músicas feitas para serem clássicos, mostrando um verdadeiro respeito com os fãs.

Respeito esse que é marca da banda. Os shows são intensos, longos, com repertórios sempre bem recheados, muita interação com o público e preços bem acessíveis! Se você nunca foi e um dia tiver a chance de ir, não desperdice. É lá que você pode comprovar o porquê eles são realmente uma banda que merece entrar no seletíssimo "Música para Macho". O site dos caras está sempre atualizado, com fotos, histórias. Você pode comprar CDs e camisetas da banda por preços bem acessíveis (nos shows é mais barato ainda). É uma das poucas bandas que eu realmente aprecio. Já fizeram muita merda durante a carreira, mas posso dizer que são uma banda exemplar.

Resumindo: ouça as músicas dos caras. Baixe os cds deles, eles não vão se importar. Se gostar, vá num show e compre (sério, custa barato). No show vende até calcinhas da banda! mas não perca a chance de ver os caras ao vivo e encher a lata junto com eles (só não sei se você vai aguentar o ritmo deles. Os cara não caem).

E deixo com vocês o hit "Se Deus Não Quisesse"!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ainda sobre Pantera

Com orgulho.

Scream

Scream ao vivo

Não tem como ler o Post do meu amigo Kuvas e ficar isento. Ficar inerte aos fatos.

E duvido que agora vocês não estejam ouvindo um som bem alto do Pantera, e querendo esmurrar nem que seja seu próprio pai. Pois é, o que aconteceu comigo a 17 anos atras foi exatamente isso.

Quando ouvi e vi essa banda pela primeira vez, mais que a música, o que me chamou a atenção foi a violência e agressividade ao vivo. Não tem como não "bangear" mesmo sem ser cabeludo, mesmo sem ao menos curtir o som. É avassalador. A minha identificação com a banda foi ficando cada vez maior. Os sons entrando em meus ouvidos mais e mais, e por fim, as palavras proferidas por DEUS, leia-se Phil Anselmo, invadiram minha alma e confesso que mudaram minha adolescência e por fim, minha vida toda.

E me sentindo um privilegiado, estava eu lá em 1995 no Olímpia, assistindo ao vivo a maior banda de todos os tempos. Pintei a mão uma camiseta exclusiva pro show, careca ao extremo, e lá estava eu. Lembro-me de ter atirado algo para o palco, algo para o Phil Anselmo guardar, sei lá o que foi, mas que eu fiquei maluco e atirei tenho certeza. Sai de la com morto, totalmente destruido, mas com uma satisfação na alma imensa.

Meu fanatismo foi aumentando, como uma tiéte louca eu guardava tudo que achava dos caras, comprava qualquer revista que tivesse uma minima foto da banda. Criei duas pastas com fotos e artigos nacionais e importados dos caras. A minha primeira revista "RockBrigade" foi com Pantera na capa, claro. Por fim corri atras de todos os cds possiveis piratas e oficiais. E videos, de shows, entrevistas, e o que mais consegui achar. Tive a oportunidade de viajar aos EUA em 2001 e a primeira coisa que fiz quando entrei em uma loja de metal foi comprar, sem mentira, TODAS as camisetas do Pantera que achei. Confesso ter uma gaveta do armario completa de produtos da banda guardados até hoje. Um santuário.

Por fim, como que por um destino maluco, acabei em 2000 indo a um show de uma tal banda chamada UNSCARRED - Pantera Cover SP. Fan maluco, fui com todas as pedras na mão para ver esta ousada banda que tinha a coragem de tocar as músicas dos deuses.

Pra minha sorte, o som era perfeito, baterista animal, guitarra em cima, baixo redondo. Porém o vocal não me agradou em nada. Não sabia as letras, não cantava no tom. Não podia representar Phillip Anselmo.

Sem vergonha alguma, após o show eu fui procurar alguem da banda para, além de cumprimentar pelo show, comentar sobre esta critica. Conversei com o baterista, o Edu Garcia. Ao comentar sobre o vocal, pra minha surpresa, ele concordou comigo e disse que se eu quisesse, poderia fazer um teste.

Pra terminar, o final da historia todos já sabem. Hoje, após 10 anos praticamente, tenho o orgulho de ser o Scream, vocalista do UNSCARRED - Pantera Cover SP, e de representar, com muito prazer, mas acima de tudo respeito, esta que é e sempre será a maior banda metal de todos os tempos. E ter a resposta positiva do publico em nossos shows, é a maior prova de que estamos fazendo nosso trabalho direito e representando com dignidade!

Segue um vídeo do Unscarred ao vivo na LedSlay em SP.

Link para o vídeo

Abraçøs a todos os leitores!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Música para Macho #7

Pantera

Depois de falar do Motörhead no último "Música para Macho", a responsabilidade de quem viesse a seguir ia ser grande. Você não pode mais chegar e falar qualquer baboseira depois de falar dos mestres. Você não pode afinar! Então, resolvi falar de uma banda, no mínimo, polêmica: o Pantera!

A polêmica em torno do Pantera é grande. É uma daquelas bandas "ame ou odeie". Quem gosta, entende e digere o som, considera como algo que jamais será feito novamente. Quem não gosta, simplesmente acha que é uma bandinha de músicas repetitivas e sem nenhuma afinidade com gênero algum. Como responsável por escrever este post, devo avisá-los que quem escreve aqui é um dos fanáticos, então você poderá me odiar ao terminar de ler.

Pantera

O Pantera de 1997

A maioria das polêmicas sobre a banda começa com seu muito mais polêmico front-man: Phil Anselmo. De língua afiada, gênio difícil de lidar e atitudes polêmicas (é o rei da overdose), Phil faz com que muitos odeiem a banda. Já foi até acusado de gay, por sua amizade de longa data com Sebastian Bach. Para mim, se esses dois caras são gays, algo está muito errado no mundo. Pela quantidade de mulheres que esses caras pegam, não os vejo fornicando um ao outro!

Por outro lado, a competência e carisma dos outros integrantes da banda (Rex, Vinnie, Dime), faz com que muitos se tornem seguidores insanos de tudo que eles fazem. Os shows do Pantera foram, sem dúvida, memoráveis. O público de um show do Pantera é insano. Se você teve a oportunidade de ir a tal espetáculo, sabe do que estou falando (eu não tive).

A banda lançou seu primeiro álbum em 1983, dois anos após seu início. Se você conhece o som da banda, mas não é fã, ao ouvir um dos primeiros 3 álbuns vai se assustar. O estilo da banda nos anos 80 era um hard rock bem puxado para o glam rock. Algo muito parecido com o Poison, Mötlëy Crüe e outras tantas bandas dessa época. Bandas odiadas por quem curte o som do Pantera. Bandas consideradas "música para menininhas" pela maioria do headbangers1. Nessa época, a banda era formada pelos irmãos Abbott (Vinnie Paul - bateria e Dimebag Darrel - guittarra), Rex Brown (baixo) e Terry Glaze (vocal). Depois da saída de Terry e a entrada de Phil Anselmo, tudo mudou. O som mudou, a atitude mudou. O Glam Rock morreu para a banda, que deu lugar a um som imundo, sem pai nem mãe. Um som cru, pesado e sem muito compromisso com nada além da agressividade. Apesar de o primeiro álbum de Phil com a banda ainda ter um pé no glam, tudo mudou no primeiro álbum dele de verdade: Cowboys from Hell, de 1990.

O nome do álbum dava bem a cara do que eles eram: Cowboys. Uma banda vinda do Texas, não pode ser muito diferente disso. Talvez, em seu princípio, com o glam rock tomando multidões, a banda tenha visto ai sua identidade. Mas, depois de cairem na real, perceberam que eram só mais uma banda de hard rock, resolveram partir pra agressividade e acertaram em cheio. Cowboys from hell é, para mim, o pé na porta dos anos 90. É o "cartão de hostilidade" do som dos anos 90. O rock ficou mais agressivo nos anos 90. O Pantera foi um dos responsáveis por isso. E deixaram isso bem claro, ao lançar em 1992 um álbum ainda mais pesado, imundo e violento: Vulgar Dispay of Power.

Daí pra frente, foi porrada atrás de porrada. Os outros três álbuns de estúdio que seguiram (Far Beyond Driven, The Great Southern Trendkill e Reinventing The Steel) foram ficando cada vez mais pesados. O som foi ficando cada vez mais sujo. Eles podiam tocar bossa-nova que seria agressivo. A instrumental de Dime, Rex e Vinnie era algo "pedreiro". Algo impossível de ser tocado de forma "leve". Aliás, Dimebag Darrel é um caso a parte no metal. O cara, além de ser um dos sujeitos mais carismáticos que já se viu, era de uma criatividade incrível. Seus riffs são sempre marcantes, daqueles que fazem você balançar a cabeça e bater o pé sem nem mesmo se dar conta. Era capaz de tocar algo simples de uma forma que ninguém consegue. E fazia um som pesado como poucos. Em uma conversa com Luis, concluímos que se a banda não tivesse acabado em 2001, o álbum seguinte seria gravado em um tijolo, de tão pesado que ficaria.

Se você nunca ouviu nada de Pantera, recomendo que tente começar pelo Cowboys From Hell. Como disse, é o cartão de hostilidade da banda. Depois, se sentir que sua mãe vai deixar, você pode tentar ouvir o Vulgar Display of Power. Se ainda assim você não correr pro banheiro todo cagado ou colocar um disco do Fresno pra se tranquilizar, ai você pode ouvir o The Great Southern Trendkill, o mais pesado, violento e, na minha opinião, melhor álbum da banda.

Em uma das músicas, Good Friends and a Bottle of Pills, a letra diz:

"Eu fodi sua namorada ontem à noite / Enquanto você roncava e babava / Eu fudi seu amor / Ela me chamou de Meu macho / Eu a chamei de boneca"

Uma grande pena tudo ter acabado da forma como acabou: trágico. Em 2004, quando cogitava-se uma reunião da banda, um idiota, desgraçado, fanático, gay enrustido subiu ao palco e simplesmente matou o mestre Dimebag Darrel. Na frente de todos. No meio do show. Ele foi morto logo depois por um policial que arriscou a vida para salvar Dime. Pra mim, esse imbecil deveria ter ficado vivo, exposto em alguma praça no meio de Dallas, e fosse espancado todos os dias as 17h. Seria mantido vivo, para sofrer por toda a eternidade.

O Pantera nunca mais vai voltar. Não como foi um dia, mas você deveria dar uma chance e, se não gosta do som da banda, tentar entender. Se não conhece, deveria conhecer.

Pantera - Cowboys From Hell

Primal Concrete Sledge - Ao Vivo

Mouth For War (vídeo clipe oficial)

1Nota: Eu estou aqui para dar a cara a tapa e afirmar que não havia nada de "música para menininhas" no glam rock. Era a música de macho dos anos 80! Era o que as mulheres gostavam. E, ainda assim, era Rock! Hoje em dia, para pegar a mulherada, sujeito dança axé com shortinho apertado na praia. Naquela época, o sujeito tinha um carro conversível e andava ouvindo hard rock, fazendo biquinho, com laquê nos cabelos. E pegava muito mais mulher do que esse que veste shortinho e rebola a bundinha! Eu garanto!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Música para Macho #6

Motorhead

Motörhead

A Banda Motörhead atual: uma gostosa, Mikkey Dee, Lemmy Kilmister
e Phil Campbell

Como muitos devem saber, esse mês o Motörhead está em turnê pelo Brasil. Eu não estou escrevendo este post numa tentativa de apelo comercial pela vinda deles pra cá. Na verdade, eu sempre quis escrever um post sobre Motörhead no Música para Macho, o problema é que nunca tive culhões para tal. Esta banda deveria ser a número zero em qualquer discussões deste tipo, porém, falar sobre eles requer muita audácia. Você pode ser muito macho, você pode ter provado por A+B que você é. Você pode ser um excelente músico também e ter composto muitas músicas boas. Você pode ser tudo isso 3 vezes, mas você nunca será Lemmy Kilmister. Você nunca será deus.

É difícil falar sobre uma banda como esta. É difícil resumir a trajetória destes caras. Apesar de Lemmy estar na estrada há mais 40 anos (começou como roaddie da banda de Jimi Hendrix, eu sinto que nada que eu escrever vai resumir a carreira da banda de uma forma justa.

O Motörhead começou em 1975 como um trio (a formação trio foi a mais comum que a banda teve) e já mudou várias vezes de integrantes, sempre mantendo o deus Lemmy como baixista, letrista, compositor e vocalista. Participou da New Wave of British Heavy Metal e, como todas as bandas que saíram daí, influenciaram meio mundo. Muitos consideram o som da banda um Heavy Metal, outros Thrash Metal, mas, para mim, o que mais define o estilo é um Speed Metal perfeito. Aliás, melhor, é o verdadeiro Rock and Roll, assim como o Kiss dos anos 70 e 80.

Por serem um trio, as músicas, que no geral têm uma pegada mais rápida, exigem muito deles. Por isso, acho que, mesmo com alguns riffs simples, musicalmente falando, a banda dá um baile em tecnica e composições. Os atuais Mikkey Dee e Phil Campbell são perfeitos. A bateria de Dee é muito quebrada, rápida e marcante. A guitarra de Campbell dificilmente fica naquele riff de uma nota, sempre inovando e mostrando um som que condiz com uma banda do tamanho da história (e da responsabilidade) do Motörhead. O vocal de Lemmy é quase uma ofensa. Ele é tão rouco que parece que nasceu com 70 anos e com as cordas (ou pregas) vocais rasgadas. O som de seu baixo vai do simples acompanhamento da música até o solo principal. Vai do nada ao destaque completo.

Lemmy Kilmister

Lemmy Kilmister

Já passaram por várias formações (ao todo foram 10 musicos diferentes que já passaram pela banda) e, apesar da atual (Lemmy, Mikkey Dee e Phil Campbell) estar ai há mais de 15 anos, os fãs consideram a formação mais clássica a que contava com Phil "Philthy Animal" Taylor na bateria e Fast Edie na guitarra. E por motivos óbvios. Foi essa a formação que lançou, em 1980, o álbum de maior sucesso da banda, o famoso Ace of Spades. Você deve se lembrar da música, ela está no primeiro Guitar Hero, de 2005 e no Tony Hawk's 3. Se você só conhece aquele som do Motörhead, saiba que você começou bem, mas ainda falta muito pra você conhecer a banda.

Como uma forma de convencer você que nunca se deu ao trabalho de conhecer mais a fundo o material da banda a fazê-lo, sugiro que comece pelo próprio Ace of Spades (o álbum). Depois, você pode tentar o Iron Fist — ouça a faixa (Don't Need) Religion até não aguentar mais — e, na sequência, Orgasmatron (ah, o Sepultura regravou a música título, já ouviu?). Quando estiver se sentindo preparado, ouça o ao vivo No Sleep at All e, depois, Sacrifice. Ai, se você ainda estiver com as calças limpinhas e não tiver chamado sua mãe, você pode dizer que está preparado de verdade pra ouvir Motörhead a qualquer hora do dia ou da noite.

O som é o acompanhamento perfeito para uma cervejada no boteco, com uma porção de azeitonas ou tremoço. Se não for música para macho, nenhuma outra é! São os pais das músicas para macho! Eu recomendo, mas não sou o único. Se entre as suas intenções está ouvir música de verdade, Motörhead é um ótimo começo.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Música para Macho #5

Hogjaw

Estes dias, discutindo na comunidade do Black Label Society do orkut, tentei chegar à conclusão do que pode ser considerado "Música para Macho". Cheguei à seguinte conclusão: você ouve a música e tem vontade de beber, comer um torresmo, peidar, arrumar briga (de bar, não de pitboy, aquelas tretas de bebado mesmo), arrotar alto, apertar uma bunda (mas nao uma bundinha durinha de modelo fresquinha, uma bunda grande de uma mina que goste da coisa)... essas coisas. Ai eu considero apto a entrar no música para macho. Eu acho que a banda que vou falar aqui resume bem tudo isso, o Hogjaw.

Pra começar, o nome da banda: Mandíbula de Javali! Cara, javali é uma carne deliciosa e, certamente, os integrantes da banda devem comer no café da manhã! Duvida? Olha a cara dos fulanos:

Hogjaw band - KWALL ,JonBoat Jones, Elvis DD, Craig Self

KWALL ,JonBoat Jones, Elvis DD, Craig Self


Ela me foi apresentada na própria comunidade do BLS e foi logo absorvida pelo meu gosto um tanto bizarro.

O estilo de som dos caras é o famoso rockão do sul, a exemplo dos já citados Nashville Pussy. Mas é um rock muito bem recheado, com riffs muito bons e que não enjoa com facilidade. Passa próximo ao country, mas deixa bem claro as influências de Lynyrd Skynyrd, mas ao mesmo tempo dá pra sentir uma pegada próximo ao próprio Black Label Society ou, talvez, o Down. É um som bem completo, acho que posso considerar um grande achado da indústria fonográfica. Me faz crer novamente na música em pleno século XXI. Eu não estou exagerando, não! Achei o som incrível mesmo! Mas, só experimentando pra saber, então ai vai o vídeo da Gitsum. Reparem nos trabucos dos caras!

Lançaram seu primeiro álbum "Devil in the Details" em agosto de 2008 e já começaram muito bem! Infelizmente no Brasil não saiu nada sobre a banda. Aliás, se não fosse os amigos garimpadores da Internet, não saberia nem da existência dessa banda simplesmente incrível! Mas essa é minha opinião, né... Se alguem discordar, por favor coloquem nos comentários suas ressalvas.

E, mais do que nunca, vamos abrir uma cerveja e comemorar essa banda maravilhosa! Saúde, amigos beberrões!

Outras resenhas sobre a banda

quarta-feira, 11 de março de 2009

Música para Macho #4

Black Label Society

Ai vamos nós pra mais uma versão do já famoso (??) música para macho. Desta vez, falarei do Black Label Society.

E você pergunta: do whiskey?

Não, meu caro amigo. Mas é algo tão bom quanto.

Black Label Society

Foto retirada de mediamania

Black Label Society é uma banda de heavy metal criada por Zakk Wylde, também guitarrista de Ozzy Osbourne. Só dessa introdução que a wikipedia dá, já imaginamos que, caso você goste de Ozzy, ai vem coisa boa.

Mas o som do BLS é bem diferente do som do nosso vovô Ozzy Osbourne. O Zakk Wylde é um monstro, beberrão e motociclista. Agora, imaginem que um monstro beberrão, as vezes, quer fazer músicas ao seu modo. Conclusão, imaginem as guitarras de Ozzy, com uma base mais distorcida e pesada e uma voz bem grave. Esse é mais ou menos o som do BLS. Lembra um pouco o Pantera (banda qual Zakk tinha grande amizade com o falecido guitarrista Dimebag Darrel), mas menos agressivo e mais bêbado. Completamente bêbado.

O mais interessante da banda é que eles conseguem mesclar baladas açucaradas (Queen of Sorrow, do açucarado Hangover Music Vol. VI - numa breve tradução: Música de ressaca) com porradas de peso e qualidade incríveis (Stronger than Death, do álbum homônimo).

Fizeram um show no Brasil em 2008, abrindo para o vovô Ozzy Osbourne e para o Korn. Mas, na minha opinião, roubaram a noite. A presença de placo do Zakk é marcante. Coisa fina. O som da banda ao vivo é mais agressivo, perfeitamente tocado. Afinal, já tiveram como baixistas Mike Inez (Alice in Chains) e Robert Trujillo (ex-Suicidal Tendencies, Ozzy Osbourne e atualmente no Metallica). Esses caras não topariam tocar com qualquer um!

Se você nunca ouviu falar e pretende começar a ouvir, recomendo fortemente começar pela música Stillborn (link no fim do post), gravada em parceira com o vovô Ozzy. Depois, ouça o primeiro álbum, Sonic Brew e depois o Blessed Hellride. Depois veja o clipe In this river, onde Zakk faz uma homenagem ao seu eterno amigo Dimebag Darrel (Pantera).

Resumindo? Caras, Black Label Society cai muito bem em uma viagem de carro ou um porre com amigos. Se você está afim de ouvir um som pesado e bem tocado, recomendo fortemente BLS. É um metal bem tocado, beliscando o heavy, o metalcore e o rock and roll porcão!

Música para macho #3

Kiss - Nothin' to Lose

Este post, de minha autoria, foi retirado do site coisas de homem

Depois do grande problema que houve no servidor do coisasdehomem (que, além de toda a merda, ainda sumiu com todos os nossos comentários), temos o prazer de reinaugurar a sessão Música para Macho.

Dessa vez, o assunto é uma música apenas e não uma banda, como foram as outras duas edições. A música da vez é Nothin’to Lose, do KISS.

Mas, por que raios essa música?

A maioria das pessoas que ouvem KISS (no Brasil) não se dão conta das letras dos caras.

Prestem atenção à letra dessa:

O KISS dos anos 70 - Paul Stanley, Peter Criss, Gene Simmons, Ace Frehley

O KISS dos anos 70 - Paul Stanley, Peter Criss, Gene Simmons,
Ace Frehley

Nothin’ To Lose

Before I had a baby
I didn’t care anyway
I thought about the back door
I didn’t know what to say
But once I got a baby
I, I tried every way
She didn’t wanna do it
But she did anyway

But baby please don’t refuse
You know you got nothin’ to lose

You got nothin’ to lose

So now I’ve got a baby
And we’ve tried every way
You know she wants to do it
And she does anyway

But baby please don’t refuse
You know you got nothin’ to lose

You got nothin’ to lose
You got, got nothin’ to lose, shake it honey
You got, got nothin’ to lose, oh you know you’re a sweet thing
You got, got nothin’ to lose, oh really mama
You got, got nothin’ to lose, yeah you really can move it.

Ok, você não entende PORRA nenhuma de inglês? Eu ajudo!

Antes de eu ter uma garota eu não dava a mínima
Eu pensava sobre a porta de trás
Mas não sabia o que dizer
Mas agora que tenho uma garota eu tentei todas as maneiras
Ela não queria fazer aquilo
Mas ela fez de qualquer jeito

Então baby por favor não recuse
Você sabe que não tem nada a perder
Você não tem nada a perder

Então agora eu tenho uma garota e nós tentamos todos os jeitos
Você sabe que ela quer fazer isso
E ela faz de qualquer forma

Tá ai.  O que me diz? Uma música de 1974, do álbum de estréia dos caras, e eles simplesmente falam sobre comer o butico da garota. E de uma forma “quase” sutil, que a maioria das pessoas nem se ligou! Claro, fã de verdade de Kiss ká sabia dessas, mas, cá pra nós, a maioria não sabia.

Então, quando vocês quiserem conquistar uma garota que tenha um mínimo nível de inglês, mandem esse som pra ela. Quem sabe a mensagem subliminar não entra cérebro a dentro e você ganha de brinde o outro buraco!

Agradecimentos ao amigão Luis Milanese (Gordo) que sugeriu o tópico.

Música para Macho #2

Tankard

Este post, de minha autoria, foi retirado do site coisas de homem

Depois de algumas tretas geradas pela primeira edição do Música para macho, volto a escrever sobre o mesmo tema. E vou avisando que é mais do mesmo. Outra banda de música pesada com integrantes idem.

Dessa vez, falarei do Tankard. Pra quem não conhece, Tankard é uma banda de thrash/speed metal alemã que, na maioria de suas letras, fala sobre álcool. E não só falam. Os caras se auto intitulam “kings of beer” (reis da cerveja), em uma homenagem à Gambrinus, o patrono da cerveja. E não é marketing apenas! Quando se fala em beber, poucas bandas bebem como essa.

Só de se citar que a banda é alemã, já se imagina o quanto os caras manjam do assunto cerveja. Mas vamos aos fatos.

Tankard

Isso é um tankard

O nome Tankard quer dizer um tipo de caneca, daquelas enormes, onde se bebe muita cerveja.

No começo da carreira, os caras sofreram porque eram considerados apenas um bando de bêbados. Mas ai, provaram que, como todo bom bêbado, sabiam fazer (e gostavam de) boa música e gravaram, em 1986, o primeiro álbum - Zombie Attack - criando um novo “rótulo” musical, o alcoholic metal.

Os caras estão dando a cara a tapa por 25 anos, fazendo música de bêbado, ganahndo mixarias de dinheiro (basta ver o site dos caras, onde eles mesmos posam de modelos pra venderem as camisetas da banda) e sem mudar o estilo musical e nem o tamanho da pança.

Estilo musical esse, digamos, nada comercial.


E, como fatos se comprovam melhores com fotos, ai vai a foto da banda:

Tankard: Frank Thorwarth, Gerre, Olaf Zissel, Andreas  Gutjahr

Tankard: Frank Thorwarth, Gerre, Olaf Zissel, Andreas Gutjahr


E, pra que não hajam dúvidas sobre a graduação alcoólica deles, a foto do Gerre, o vocalista:

Gerre

Clássica pança de cerveja do Gerre!


Basicamente é isso. Se você gosta de thrash metal, acho que o Tankard é um dos melhores exemplos musicais do gênero. Música sem frescura, sem lenga lenga, porrada direta e reta na orelha. Recomendo e assino embaixo essa que é, sem dúvida, uma das bandas mais injustiçadas do cenário mundial. Para um bom começo, tente a coletânea “Best Case Scenario: 25 Years in Beer” e o álbum Kings of Beer. Depois, quando estiver preparado para o baque, ouça o Alien (um EP) e os dois primeiros: Zombie Attack e Chemical Invasion.

Agradecimentos Luis Milanese (Gordo)

Música para Macho #1

Nashville Pussy

Este post, de minha autoria, foi retirado do site coisas de homem

Reparei que o blog está sem referências no quesito musical. Então resolvi escrever sobre música pra macho. Tenho certeza que isso irá criar controvérsias, mas vou citar minhas influências apenas.

Vou começar falando de uma banda chamada Nashville Pussy. O nome já diz tudo: "Xoxotinhas de Nashville". Olha o que a wikipedia fala sobre os caras no primeiro parágrafo:

Nashville Pussy é uma banda estadunidense de rock'n'roll nomeada ao Grammy. A banda surgiu em Atlanta, na Georgia. Muitos de seus sons falam sobre sexo, drogas, bebedeiras, brigas e também sobre rock'n'roll. Suas músicas não são o que é tradicionalmente considerada "amigas da rádio", devido ao uso frequente de terminologia vulgar por parte dos integrantes.

Depois dessa apresentação, se você vier com papo de que não é música de macho, eu ainda posso te mostrar fotos da guitarrista e da baixista:

Karen Cuda, Sandra Bullock, Ruyter Suys

A do meio é a Sandra Bullock, ok?


Se você ainda acha que não é som de macho, escute a música. Se não mudar de opinião, ok. É direito seu ser teimoso e burro!

O nome da banda vem da introdução de Ted Nugent (outro cara foda!) à música “Wang Dang Sweet Poontang” no álbum Double Live Gonzo. O estado onde a banda surgiu, Georgia, é um reduto de caipiras (os famosos red necks) beberrões e briguentos.

Eles têm, até o momento, 5 álbuns lançados: Let Them Eat Pussy, High as Hell, Say Something Nasty e Get Some! e From Hell to Texas.

As letras, em sua maioria, falam de xoxotas, cerveja, treta, ficar doido, briga, mulher e cachaça (redundâncias propositais). Em uma delas, ele diz que encontrou a mina dele dando pra dois caras. Pegou o trabuco dele, ascendeu um cigarro e desceu bala. Se você gosta de clássicos, eles têm uma versão de Highway to Hell do AC/DC muito foda também!

Bom, recomendo fortemente. Muito bom. Se não gostarem, paciência.