segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Command6 - Banda nacional quebrando tudo!

Antes de você não ler este post, um aviso:

  • Irei aqui falar de uma banda nova, nacional e que está surpreendendo
  • No final do post farei uma promoção

Se ainda assim você quiser passar direto deste post, sinta-se a vontade.

Command6

Command6 (http://www.myspace.com/command6) é uma banda paulista de Metal. É, Metal. Eu pensei aqui, cá com meus botões: "Mas só Metal? Pô, os caras devem ser algo mais além do Metal?". Realmente, eles são mais que uma banda de Metal apenas, mas eles se deram o direito de inovar, misturar e surpreender tanto, que não dá pra definir o álbum como um todo. Não dá pra rotular. Vão desde o industrial, passando pelo hardcore, pitadas thrash metal, metalcore e, ah, melhor escutar. São inovadores.

Ouvindo o som dos caras, dá pra sentir que as influências de cada um são bem diversificadas. Dá pra notar um pouco de tudo no som. E não tem como não notar a qualidade musical. Uma linha de vocal que vai do agradável ao agressivo sem enjoar. E a instrumental sempre alinhada, com bons solos de guitarra entre os riffs(sim, eles têm solos!!) bem acompanhada pelo baixo e a bateria que mudam bastante de faixa para faixa.

A música dos caras chamou a atenção de Vitão Bonesso, que aqui em São Paulo apresenta o Backstage, na Kiss FM e é, sem dúvida, um dos mais respeitados da área. Já apareceram algumas vezes no programa, que vai ao ar aos domingos às 22h.

Command6 - Evolution?

A capa do CD "Evolution?"

O álbum de estréia tem a arte impecável de Marcelo Campos, do Ace 4 Trays (banda recomendada também), que faz do encarte do CD uma atração a mais.

E, claro, a promoção

Para ajudar a banda e mostrar pra vocês que eu não estou falando besteira, a promoção é a seguinte: vou disponibilizar um som dos caras. Entre os que ouvirem e deixar um comentário, será sorteado um CD da banda. É só deixar o comentário com um e-mail válido (não será divulgado) e eu entro em contato após o sorteio, que vai rolar dia 20 de agosto. Então não perca tempo, ouça o som da banda e deixe seu comentário a respeito. Só valem os comentários deste post (até mesmo as críticas sobre a banda valem).


Command6 - Before The Storm

Caso você não consiga ouvir o som no Grooveshark, temos o som no myspace da banda e na Roadrunner.

Ou, na versão ao vivo no RotaBDG

Se mesmo assim você não conseguir ouvir, me mande um e-mail (kuvasney at gmail) que eu envio o som pra você. O importante é que você ouça e participe da promoção. E, se gostar, aproveita e aparece em um dos shows deles!

Alguns links sobre a banda

Update

O ganhador do CD do Command6 foi o Aloysio França!

Aos que não ganharam, deixo ai o link pra quem quiser baixar o álbum da banda: Command6 - Evolution?.

A todos que pariciparam, divulgaram, comentaram o meu muito obrigado!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Música para Macho #8

Velhas Virgens - Cubanajarra

A capa do cd Cubanajarra

Você ai, meu amigo leitor, já ouviu falar das Velhas Virgens? Não estou falando daquela sua tia avó crente. Estou falando da banda. Provavelmente sim, mas vou ser mais específico.

A Banda das Velhas Virgens, como foi chamada a princípio, é uma banda de Rock and Roll nacional, formada no início dos anos 90. Você já deve ter ouvido alguma coisa deles por ai. A famosa "Abre Essas Pernas" é tocada em tudo que é lugar. Aquela música onde o cara faz um leilão pela mulher e bla bla bla. Bom essa ai tá no segundo álbum deles, de 97, chamado "Vocês Não Sabem Como é Bom Aqui Dentro!". Provavelmente você só ouviu isso, não é? Talvez tenha ouvido mais uma ou outra, como a "Beijos de Corpo" que tocou nas rádios no final dos anos 90 (a do refrão: "Nós tamos indo pra zona, nós tamos no maior porre"). Se você ouviu mais que isso, parabéns. Se não, não tem problema, é normal. O cenário nacional nunca deu muita bola pras Velhas. Ainda bem! Por isso eles continuam ótimos.

A banda tem 7 álbuns de estúdio e 2 ao vivo. Estão há quase 22 anos na estrada fazendo um Rock and Roll sem firulas, sem frescuras e muito bem feito. Tirando as baladas de amor (que por sorte são minoria), são uma banda excelente. E são, sem dúvidas, uma banda para machos! Com letras que falam de bebedeiras, mulheres gostosas, churrasco e bebedeiras (sim, tem mais bebedeira do que o resto), conseguem resumir bem a vida de um macho bem resolvido.

E, pra melhorar ainda mais, a banda conta com uma integrante feminina. Sempre gostosa! A primeira foi a dançarina Claudia Lino (aquela que canta na "Abre Essas Pernas"). Depois veio a japinha Lili (ah, a Lili...). Hoje temos a Juju, deliciosa também.

Aliás, geralmente as mulheres não gostam deles por considerarem a banda muito machista. Mas isso elas falam da boca pra fora, pois elas sabem que, na verdade, elas se enquadram em todas as letras. Por exemplo, a letra de "Muito Bem Comida" fala sobre uma garota toda fresca, do tipo boneca. Aí o refrão diz:

Aí caiu nas mãos desse cervejeiro / Olhar matreiro e barriguinha pró / E eu te fiz gozar e ver a vida / Te fiz gemer até não ter mais dó

Sobre bebedeiras, eles tem um hino: Já Dizia o Raul:

Já dizia o Raul: vai e faz o que queres / Pra beber prefiro cerveja / Mas pra comer... eu prefiro as mulheres!
Velhas Virgens

A banda ainda com a Lili

A banda começou muito bem com os álbuns "Foi Bom Pra Você?" e "Vocês Não Sabem Como é Bom Aqui Dentro!". Dois clássicos absolutos do Rock and Roll nacional, de qualidade musical invejável. Tiveram alguns maus momentos, alguns álbuns não tão inspirados, mas o que é certo é que todos os seus álbuns contém clássicos. Podemos destacar as épicas "Morena Lucifer", "Já Dizia o Raul", "Madrugada e Meia", "Uns Drinks", "Blues do Velcro", "Marcia e Amanda" e muitas, muitas outras.

O mais legal das VV é que, depois de 20 anos de estrada, em 2006, eles lançaram o Cubanajarra. Tendo em vista que as bandas vão se limitando com o tempo e lançando álbuns cada vez menos divertidos e criativos, as VV foram no rumo contrário. Cubanajarra é um álbum que se iguala aos primeiros da banda, de qualidade impecável e músicas feitas para serem clássicos, mostrando um verdadeiro respeito com os fãs.

Respeito esse que é marca da banda. Os shows são intensos, longos, com repertórios sempre bem recheados, muita interação com o público e preços bem acessíveis! Se você nunca foi e um dia tiver a chance de ir, não desperdice. É lá que você pode comprovar o porquê eles são realmente uma banda que merece entrar no seletíssimo "Música para Macho". O site dos caras está sempre atualizado, com fotos, histórias. Você pode comprar CDs e camisetas da banda por preços bem acessíveis (nos shows é mais barato ainda). É uma das poucas bandas que eu realmente aprecio. Já fizeram muita merda durante a carreira, mas posso dizer que são uma banda exemplar.

Resumindo: ouça as músicas dos caras. Baixe os cds deles, eles não vão se importar. Se gostar, vá num show e compre (sério, custa barato). No show vende até calcinhas da banda! mas não perca a chance de ver os caras ao vivo e encher a lata junto com eles (só não sei se você vai aguentar o ritmo deles. Os cara não caem).

E deixo com vocês o hit "Se Deus Não Quisesse"!

DevilDriver - Pray for Villains

DevilDriver - Pray For Villains

DevilDriver - Pray For Villains

Para os que não conhecem, ai vai um breve introdução do DevilDriver: surgiram do fim do Coal Chamber (uma das bandas mais legais do movimento New Metal, mas que não conseguiu vingar), quando o então vocalista Dez Fafara resolveu dar um pé na bunda de todo mundo e saiu todo revoltado. Surgiram numa época bem esquisita da música (onde o New Metal caiu na mesmice, deu no saco e as bandas do estilo começaram a entrar em colapso), num momento onde o próprio Dez não sabia o que queria. Lançaram então o álbum de estréia, em 2003, DevilDriver. Não vou aqui descrever o álbum, o que posso dizer é que era bem diferente do que os fãs de Coal Chamber estavam acostumados, mas ao mesmo tempo, meio forçado demais. A banda se auto-entitulava a renascença do verdadeiro metal e isso pegou mal. Começaram com o rei na barriga e, obviamente, todo mundo reclamou.

Depois disso lançaram o The Fury of Our Maker's Hand, um álbum bem pesado também. Aliás, um álbum muito pesado. Mas que não trazia muita coisa, além disso. Um álbum regular.

A partir de 2007 é que as coisas começaram a melhorar. Lançaram o The Last Kind Words, um álbum que até a Encyclopaedia Metallum considerou como Metal. Eu mesmo, um mala-sem-alça chato pra cacete gostei. Aliás, deixe eu me explicar: o que eu não gosto nessas bandas atuais de Metalcore, Groove e coisas do tipo é que elas são muito genéricas. Não arriscam, não mudam. E foi exatamente isso que o DevilDriver fez no seu último álbum, o Pray for Villains. Aliás, a melhora na qualidade musical deles já veio no álbum anterior, mas esse ficou diferente. Neste a banda arriscou, mudou. Está mais madura. É algo que falta no cenário atual. Bandas que nunca tiveram um rótulo definido deveriam tentar arriscar. Pode dar certo.

Basicamente, Pray for Villains é um álbum de Metal, meio Groove, meio Metalcore, beliscando o Thrash e com uma pegada moderna. Riffs bem limpos e um vocal gritado (como é de costume do Dez). O que o diferencia talvez seja mesmo o fato de as músicas estarem mais limpas, com um peso equilibrado e audível. Como disse antes, eu gostei e recomendo. Aliás, ouçam a faixa I've Been Sober. Eu não sei porque, mas ela é engraçada. Parece que ele tá cantando e fugindo de alguem. Meio comendo as palavras, é muito boa. Já na música Resurrection BLVD, o riff principal parece a música que tocava no jogo Top Gear de SNES.

Fica ai como sugestão de sexta-feira. Como reestréia do blergh! (se é que essa vai durar). Eu recomendo.

Vou deixar o vídeo da música-título Pray For Villains (vai ficar ai até o YouTube tirar a pedido da Road$Runner). Já aviso, o clipe é ruim pra cacete!

E, pra quem se acostumou ao Dez Fafara da época do Coal Chamber, veja a diferença! (percebe-se que mudar não é problema pro cara).

Dez Fafara Through Years

sábado, 13 de junho de 2009

Eles voltaram! Faith no More ao vivo novamente!

Sim, não consigo esconder a excitação. Ontém assisti o segundo show da volta do Faith no More, direto do Download Festival na Inglaterra. Quem não viu ainda, no YouTube tá cheio de vídeos.

Fatih No More

O que eu queria deixar claro é a versatilidade com que eles voltaram. Abriram o show com um cover de Reunited, de Peaches & Herb, um clássico do fim dos anos 70, com direito a dueto de Patton com Roddy Bottum. Eu, que sempre tentei me manter longe da babação de ovo ao Mike Patton (sim, sempre deixei claro que a banda para mim era Bordin, Gould e Bottum), vou ter que ajoelhar ao cara cantando. Um palhaço que canta como gente grande. Incrível. O cara entrou de bengala, parecendo o Michael Corleone, aquela gomalina no cabelo e cantou muito! Assustadoramente perfeito.

Para completar, ainda colocaram no setlist, músicas que não costumam tocar com frequência, como Cuckoo for Caca, Take this Bottle e Malpractice (no show de quarta-feira em Brixton Academy ainda tocaram King for a Day).

Simplesmente perfeito. Mike "Puffy" Bordin continua espancando sua bateria, Roddy Bottum agora não se resume apenas a gritar em Be Aggressive, Billy Gould continua sendo (para mim) a alma da banda e o Jon Hudson fez sua parte (não quis ser um novo Jim Martin e nem um mero contrarado).

Dá pra perceber que estou meio empolgado. É, acontece. Aproveito para lançar aqui a campanha: "Levem o Kuvas para o show do Faith No More no Brasil" (porque vai ter que rolar um show aqui). É fácil, basta não me cobrar dinheiro que eu devo, não me pedir nada emprestado e não me tentar com dívidas que, se tudo der certo, terei os prováveis R$250,00 pra ir ao show e poder comentar aqui para vocês! Caso não dê certo, vai ser mais um pra lista dos que não fui (como diria meu finado tio com seu sotaque carcamano: "ah se eu fosse rico").

Deixo vocês aqui com a maravilhosa versão de Reunited, Peaches & Herb, cantado pelo Faith No More:

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Recomendação para o fim de semana

Entombed - Wolverine Blues

Wolverine Blues

A capa também teve uma versão
com o próprio personagem da Marvel

Como puderam perceber, o blergh! foi abandonado momentâneamente. Culpa da minha extrema falta de: dinheiro, paciência, tempo, idéia, sorte, disposição (depois encontro outros motivos).

Para não pensarem que morri, vou deixar uma recomendação rápida aqui, pra vocês relembrarem os maravilhosos anos 90, onde a música era pesada simplesmente por que assim que era bom.

Para quem não sabe, como citado anteriormente, Entombed é a primeira banda de Nicke Andersson, que mais tarde formaria o The Hellacopters. Para mim, é uma banda que muitas outras tentam copiar, mas não conseguem. Se for pra rotular, eu diria que é um Hardcore próximo ao Death Metal, mas só ouvindo pra comprovar.

Aqui vai uma palinha da música-título Wolverine Blues:

É isso, se gostar, deixe um comentário. Se quiser sugerir, fique a vontade pra me mandar um e-mail ou o que quiser! Bom fim-de-semana!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Como é difícil resumir os Ramones!

No último churrasco que fiz aqui em casa, num momento de total embriaguez, o meu grande amigo Tatu (vulgo Ricardo Nunes) me fez um pedido muito complicado: "cara, você me deve um post sobre Ramones". Lá se foram dois meses e eu não conseguia encontrar o que escrever. Hoje, eu ainda não encontrei. Vou escrever porquê sou um alegre.

Ramones Logo

Ramones é aquela banda que 99% das bandas (de garagem ou não) tocam ou já tocaram algum cover. E o motivo parece ser bem simples: é a banda dos três acordes. Tirando eu, que sou um zero a esquerda, qualquer mané consegue tirar pelo menos uma música dos Ramones no violão, guitarra ou, até, na bateria. São simples, rápidas (ma maioria das vezes) e diretas ao ponto. Sem solos, sem grandes piruetas musicais, sem muito "nham nham nham" (da piada da freira no carnaval). Tudo muito simples e bem feito. Então, ai podemos resumir o motivo das bandas fazerem covers dos Ramones. PONTO FINAL.

Não. Não podemos, né. Mas, por que não? Pelo simples fato que, se fosse só por isso, todas as bandas fariam também covers de CPM22, Green Day, Misfits, Legião Urbana entre muitas outras. Todas essas bandas citadas ai também faziam músicas bem simples.

Ah, então, talvez seja por um vocalista carismático a frente da banda? Isso! Música simples de tocar + vocalista carismático. Isso ai impulsionou os Ramones, certo? Talvez, mas, ainda assim, acho que não temos um acordo. Legião Urbana e até (até!) Blink 182 tinham essas características. Mas você não vê uma banda que não seja de pop-rock os tocando. Misfits, apesar do Danzig, também pode ser enquadrada. Mas você não anda por aí ouvindo bandas tocarem Last Caress (quando o fazem, muitos associam ao Metallica) ou Dig Up Her Bones. Menos uma então.

Já sei, eles eram engraçados! Tinham letras engraçadas! Será? É, acho que não. Tem mais banda que faz isso ai e a gente nem sabe o nome. Menos uma!

Será, então, pelo fato de se vestirem diferente? Como uma típica gang de New York? Ou porque tinham atitude? Eram aquilo e sempre foram! Será por isso?

Difícil resumir os caras. Mas, basicamente - como sempre, na minha estúpida opinião - eles foram o que foram simplesmente porque tinham algo que pouquíssimas bandas têm: originalidade. Originalidade para serem carismáticos, se vestirem como uma gang, serem engraçados. Originais na atitude e na forma de ser. E, acima de tudo: originalidade para fazer músicas. Qualquer um toca uma música de três acordes, certo? Mas, você ai que está lendo enquanto coça o saco, é capaz de compôr uma música de três acordes e fazer dela um hino? Torná-la mundialmente famosa e reproduzida por todos? Bom, os Ramones fizeram isso com, pelo menos, dez músicas.

Você pode me dizer: "mas eles imitavam MC5, Stoogies, The Cramps..." Sim, até "imitavam", mas se saíram melhores que eles. Todos tinham sua simplicidade. Todos tinham sua "tosquice", mas, por algum motivo, os Ramones se sobressaíram. Principalmente aqui no Brasil, onde arrastavam legiões de fãs.

Pensemos bem. No início dos anos 70, o rock estava numa fase ultra criativa. Saiam as bandas de rockabilly e entravam mosntros como Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple. Com composições cada vez mais trabalhadas, mais sofisticadas, o rock foi ficando mais exigente. Aí, chegam as bandas ditas punk rock e enfiam toda a técnica e exigencia no rabo, fazendo nada mais que rock and roll. Se isso não foi atitude, então eu tô falando besteira. Isso engrandeceu a música de uma forma sem fronteiras. Graças a esses caras, hoje até eu posso ter uma banda. Não precisamos ser mestres supremos da técnica e capacidade. Se você fizer algo bem feito, com vontade, consegue convencer todo mundo. É foi isso que Ramones e cia fizeram nos anos 70, dando o pontapé inicial do punk rock (que depois foi cagado e sentado em cima nos anos 2000, com as bandas de emocore tentando seguir seus passos, mas errando no vetor - afinal, a diferença entre cagar e dar a bunda é meramente vetorial).

Com uma discografia bem grande (14 álbuns de estúdio e 4 ao vivo), fica difícil sugerir por onde começar. Na dúvida, comece do primeiro e vá seguindo. Claro, não espere novidades. Não espere se surpreender. Apenas ouça. A melhor coisa dos Ramones é que você não precisa ficar prestando atenção aos mínimos detalhes. É bom porque é bom. Só isso. Letras simples (ou burras), riffs idem. Álbuns com menos de meia hora de música. E um monte de coletâneas. Se você é desses que apreciam coletâneas, não faltam dessts na discografia dos Ramones.

Resumindo de uma forma bem simples? Ramones chuta bundas. Os saldosos Joey, Johnny e Dee Dee Ramone devem se contorcer em seus túmulos ao ouvir os que tentam copiá-los. Descansem em paz, mestres!

domingo, 17 de maio de 2009

Games para Macho #1

De antemão, aviso que a idéia de escrever o "Jogo pra Macho" não é fazer uma análise técnica e minunciosa sobre os jogos, e sim expor quais os mais agressivos e nervosos para quando você estiver de saco cheio do mundo e só pensa em arrancar algumas cabeças e meter bala em tudo que tiver direito.

Claro que levarei em conta a qualidade de produção, gráficos, jogabilidade, para indicar jogos que realmente valham a pena o investimento do nosso suado money.

Obrigado!

GEARS OF WAR

Nada mais justo que começar com meu jogo predileto.

GOW

Talvez o shooter mais impressionante já desenvolvido para os consoles da nova geração, GOW foi lançado em 2006 pela Epic Games, inicialmente exclusivo para X-Box360 da Microsoft. O "retardado" que também pode ser chamado de gênio responsável pela criação e idealizador do game é Cliff Bleszinski, também conhecido apenas como CliffB, diretor de design da compania.

História

Gears Of War se passa em um planeta chamado Sera. Bastante parecido com a nossa velha Terra, é um local pacifico e calmo até o dia em que criaturas bizarras meio homem, meio lagarto, conhecidas como Locust, resolvem sair de suas tocas no submundo deste planeta e dominar a superfície. Este dia é conhecido como Emergence Day.

Para deter esta invasão, uma força tarefa conhecida com Delta Squad (Esquadrão Delta) é convocada. Liderada por Marcus Fenix, um ex-combatente rebelde e seus companheiros, eles partem para a missão mais difícil de suas vidas.

GOW

Sangue!

O Game

A escolha por uma visão em terceira pessoa sobre os ombros do personagem, já diferenciam GOW de outros jogos de tiro. A visão fica mais ampla, atingindo um angulo maior do cenário. A movimentação é bastante fiel aos comandos, e a única ausência sentida é de um botão "de pulo", não que ele faça falta durante o jogo, mas estamos tão acostumados que não seria tão ruim assim.

Os gráficos são talvez os mais belos já criados. A Epic teve o cuidado de se dedicar nos detalhes. Sombras perfeitas, brilho sobre as armaduras dos personagens, um clima sombrio, e as expressões e sangue impressionam. Os cenários são bem detalhados e cheio de pontos onde o personagem pode se esconder dos tiros e bombas lançadas.

Você tem a sua disposição 4 armas básicas: Uma pistola, uma calibre 12, granadas de fumaça e uma metralhadora equipada com uma serra-elétrica. Alias, impossivel apenas citar a serra sem comentar nada a respeito. Existem momentos em que um combate mais mano a mano é necessário, e ai a serra-elétrica de sua metralhadora entra em ação. A animação que envolvem as mortes com a serra são alucinantes. O sangue respinga na tela da tv dando um realismo tremendo.

Durante a partida você ainda tem a sua disposição algumas outras armas, como lança mísseis, snipers e flechas explosivas. Munição é deixada por Locust mortos e também encontradas em caixas espalhadas pelo cenário.

O jogo é divido em 5 missões, todas com suas sub-fases, o que garante mais de 8 horas de jogatina sangrenta, sozinho, ou acompanhado de um amigo no modo cooperativo ou ainda jogando online em time de 4 contra 4 em um mata-mata.

Existem 3 níveis de dificuldade, sendo o modo Insano, realmente para quem tem nervos de aço e uma experiência superior.

Opinião do Redator

Como eu disse no começo do post, Gears Of War é sem dúvida o meu jogo favorito de tiro. Quando coloquei as mãos nele, só larguei depois que fechei o game por completo. Isso sem nem sequer ter idéia de tudo que poderia ser feito online.

O som é perfeito. Se você ligar o console em um home, meu chapa, seus vizinhos vão chamar a polícia. E realmente a intenção é essa!

Não posso dizer que o jogo é dificil, confesso que existem partes onde as coisas complicam um pouco, mas com alguma insistência você segue em frente.

Os comandos também se encaixam perfeitamente após alguns minutos, e o domínio total das armas te transforma em um matador de primeira. Tire as crianças da sala! O sangue vai escorrer com certeza!

GOW é um jogo violento, recomendado pra quem tem sangue-frio e gosta de ação sem frescura, sem tramas ou quebra-cabeças. Nada além de tiros e seguir em frente.

Recomendo sem dó!

OBS: Só lembrando a galera que a continuação, Gears Of War 2, já foi lançada ano passado e segue a mesma receita de sucesso de sua primeira versão e ainda por cima com melhorias em alguns detalhes do primeiro. Também uma peça indispensável a coleção de JOGOS PRA MACHO.

Até a próxima!