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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Desabafo (Eu odeio metaleirinhos!)

Lendo uma comunidade qualquer do orkut, um cara estava defendendo um vocalista "X", dizendo que o cara não cantava tão mal. Seus argumentos eram bem interessantes e fui obrigado a concordar (até porque ele falava de uma banda que gosto).

Aí, me chega um metaleirinho, que não deve passar dos 16 anos (nada contra os mais jovens, apenas acho que devem se manifestar com mais cuidado) e me diz que "quem não canta nada é aquele vocal do Rush".

PUTA QUE ME PARIU!

Como assim? Você tava falando mesmo do Geddy Lee? Será que eu continuo sendo tão imbecil a ponto de enxergar o que não existe? Ah, dá um tempo!

Eu mesmo, não sou lá grande fã de heavy metal, os timbres dos vocais de heavy metal não me agradam. Mas falar que os caras cantam mal? Ai são outros quinhentos! Podem não me agradar, mas cantam extremamente bem!

Outro dia um moleque que não devia ter mais de 15 anos, me solta que o Metallica gravou três discos bons apenas: Kill'em All, Ride the Lightning e Master of Puppets. PORRA! Sintam-se a vontade pra falar mal dos outros, mas o que o ...And Justice for All tá fazendo fora da lista? Ele é um álbum pop, então?

Por isso que odeio Metaleirinhos. Tr00s na puberdade, façam-me um favor: vão comer cocô pra ver disco voador!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Capitão Nascimento é legal, mas eu prefiro Walt Kowalski

Gran Torino

Quando o filme Tropa de Elite saiu, uma febre tomou o Brasil. As crianças, os adolescentes e os adultos imitavam o personagem de Wagner Moura na sua carranquice e dureza. Eu mesmo imitei, afinal, o cara mandou muito bem. Era, como citei, uma febre.

Neste fim de semana, resolvi assistir ao então muito falado Gran Torino, o mais novo filme de Clint Eastwood e, para minha surpresa, o filme é uma obra-prima. Sei que o Capitão Nascimento do nosso Tropa de Elite e o Walt Kowalski (personagem do próprio Eastwood) não têm nada a ver. Um lidera um grupo armado das forças militares no morro do Rio de Janeiro e o outro é um veterano da guerra da Koreia vivendo em um bairro onde só sobrou ele de americano (os outros são imigrantes) e a segregação racial impera.

Mas, então, por que raios a comparação?

O Wagner Moura que me perdoe (eu realmente respeito seu trabalho), mas pra ser carrancudo e bravo, ninguém supera o eterno Dirt Harry. Agora, imaginem que ele envelheceu e ficou mais mal-humorado e mais carrancudo do que nunca. É mais ou menos o que podemos esperar de Walt Kowalski. E, para completar, o diretor de Menina de Ouro e Sobre Meninos e Lobos tem aqui, em minha humilde e inútil opinião, sua obra-prima. Sabe quando você assiste a um filme e não consegue encontrar defeitos? Foi mais ou menos o que aconteceu comigo depois de ver este filme. Eu queria sair por ai e obrigando a todos a assistir este filme. Eu queria ter uma espingarda calibre 12 em minha casa e sair expulsando vizinhos bandidos do meu quintal. Eu queria poder enfiar um trabuco na cara de um fulaninho folgado, desses que ficam tirando a moto de giro com escapamento Sarachú as 0h35 e dizer: " Já notou como você volta e meia cruza com alguém com quem não deveria ter se metido? Esse sou eu." Cara, eu queria ter os culhões do Walt Kowalski!

Não pensem vocês que eu estou desmerecendo o filme nacional Tropa de Elite (sem brasileróides aqui, ok?). Como disse, é um ótimo filme. Mas eu, sinceramente, vejo mais charme em um velho que passa suas tardes polindo seu Gran Torino 1972 do que ver o sofrimento do povo que vive a beira da miséria nos morros do Rio (não que a situação dos Hmongs, mostrada em Gran Torino, seja muito diferente). E, é claro, o charme asiático da Ahney Her me ganha fácil.

Se eu fosse seguir a descrição que li sobre o filme, eu certamente teria deixado pra trás e não teria assistido. Não diz muito mais do que "um velho veterano de guerra se revolta com sua vizinhança depois que tentam roubar seu Gran Torino". Mas, a sensação que tenho é essa mesmo, o filme te deixa sem palavras. É só assistindo pra saber! Eu recomendo!

terça-feira, 24 de março de 2009

CDs originais. Vale a pena comprar?

Acabei de receber uma encomenda da secondspin.com com alguns cds. É a primeira vez que compro com os caras (recomendo!). Quando peguei o pacote, fiquei pensando: "Por que eu ainda gasto dinheiro com CDs?" Resolvi escrever o porquê.

Ter CDs pra mim é um gosto. Sou apaixonado por música. Não tenho muitos. Ao todo, deve chegar próximo a uns 100. Muitos me chamam de babaca por manter tal gosto idiota: "Pô cara, você pode baixar tudo na Net!", "Pra que você fica alimentando este bando de sanguessugas das gravadoras?", "Besteira, você só ouve MP3, que diferença vai fazer?". Esses são os tipos de críticas que mais ouço. E isso fica me incomodando. Por que percebo que as pessoas que me dizem isso, não estão querendo cuidar da minha vida, mas sim, defendendo um ponto de vista. E eu as respeito. Mas continuo comprando.

Não tiro a razão de nenhuma delas. O que diz que posso baixar na Net, tá certo. O que diz que estou alimentando um bando de sanguessugas, também tem sua razão. O que diz que só ouço MP3, está quase certo (no carro, eu ainda tenho só o cd player). Então eu estou errado?

Acontece que, meu ponto de vista é um pouco diferente. Não muito, mas é. Pra começar, eu não compro qualquer coisa. Compro apenas cds baratos. Aqueles em promoção nas bacias do mercado, usados da galeria e afins. O mais caro que comprei nos últimos 5 anos me custou R$16,00. Era o South of Heaven, do Slayer, importado, usado, mas em perfeito estado. Não sei qual sua renda mensal, mas na minha coube sem problemas. Na second spin, comprei dois do Nashville Pussy, que não sairam no Brasil, usados, pela bagatela de US$4,00 cada. Trocando em miúdos, R$10,00 cada + a taxa de entrega de US$8,00, saiu R$16,00 cada um, mais ou menos. Também não sei se posso considerar um preço abusivo. No ano passado, a EMI colocou quase todos os cds do QUEEN em promoção: R$14,00 cada. Comprei 3 de uma vez. Também acho que não paguei caro.

Eu gosto de poder colocar um cd pra tocar, ver o encarte, as informações, os agradecimentos. Sei lá, é uma forma de sentir a pegada da banda. É minha forma de tietagem. Ver a estante cheia, poder falar "Eu tenho esse CD" quando a música tocar em algum lugar. Tem encarte que é muito legal, cheio de informações, letras, fotos da banda, histórias. Acho que é uma forma também da banda lhe retribuir por fazer tal esforço (uma coisa que não entendo é banda que coloca encartes vazios, sem nem uma maldita foto, uma arte, nada). É besteira? É! Mas, fazer o que? Mais vale um gosto que dinheiro no bolso.

Quanto a sustentar os sanguessugas das gravadoras, eu penso um pouco diferente. Cada um ganha seu dinheiro com seu trabalho. Não sou comunista ou socialista a ponto de pensar que é errado lucrar com a venda de seu trabalho. Acho errado, sim, você abusar do seu poder de lucro. E é por isso que não compro nada que não considere justo o preço. Afinal, se eu realmente quero ouvir algum som, eu baixo em MP3, o cd é apenas um souvenir e eu não pagarei um absurdo por isso. Então, se o preço for justo, eu compro, sustento o sanguessuga (que também está trabalhando) e tá tudo certo.

terça-feira, 17 de março de 2009

Carteira de Estudante. Qual é?

Hoje, antes de vir trabalhar, me sentei no trono e li uma matéria da revista Mundo Estranho deste mês que falava sobre a carteira estudantil. Sabem, aquela famosa carteira que dá descontos em um monte de atração cultural (ou não) para quem é estudante. Opa, para quem é estudante? Ahn, quase isso né. Para quem é esperto. Isso, os descontos são para quem é esperto.

Quando cheguei aqui no trampo, fui procurar alguém falando sobre isso (ou alguém que partilhasse da mesma opinião que eu) e me deparei com este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=R7S_ZP-XUT8

Eu acho que não há muito mais o que falar. Mas, se você não tá com saco de assistir (na verdade, ouvir) o vídeo, eu vou comentar.

A carteira de estudante é, sim, um direito mal interpretado. A princípio, eu entendia que ela serviria para aquele adolescente, que ainda era sustentado pelos pais, poder ir ao cinema, ao show da banda favorita, ao teatro e pagar mais barato. Apenas isso. Só que, por algum motivo (não vou entrar no mérito de discutir qual seria este), os preços dos "espetáculos culturais" aumentaram insanamente. Lembro que em 1999, o Kiss fez um show em São Paulo, no autódromo de Interlagos, onde o preço do ingresso era R$50,00. Na época, não fui porque o preço superava minhas econômias (teria de gastar R$15,00 na carteira de estudante + R$25,00 no show - não dava). Mas, o que já era caro, extrapolou. Domingo, o Iron Maiden fez um show no mesmo local e o ingresso mais barato saia por R$140,00! (novamente, não vou nem entrar no mérito da organização do show). Já o show do KISS , próximo da lista, sairá pela bagatela de R$170,00! E a carteira de estudante , agora sai por R$40,00. Alguma coisa está errada ai, não está?

Se você digitar "carteira de estudante " no Google, verá a infinidade de resultados do tipo "Venda de carteiras de estudante UNE e UBES". Virou um mercado lucrativo!

Novamente, somos feitos de trouxas. As bandas vêm pro Brasil e não podemos ir. Os preços não param de aumentar. Tem até show nacional por R$100,00 . Mas, quer saber a real? Trouxa é quem paga! E não to falando da inteira, não. Trouxa é quem paga qualquer quantia! Porque você, meu caro amigo espertalhão portador da carteira de estudante, pagou duas vezes. Uma pela carteira e outra pelo ingresso, que não tem nada de meia entrada. É o trabalhador quem paga dobrado!

E você, amigo sindicalista, esquerdista, socialista, UJSista ou coisa do tipo, por favor, prove que eu estou errado.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Por que fãs são tão bobos?

As vezes fico tentando entender esse negócio de fã. Existe coisa mais chata que fã? Algumas bandas boas no cenário musical são desprezadas por causa de seus fãns. No orkut e em suas comunidades, o que mais se vê são discussões bobas de pessoas mais bobas ainda defendendo seu ponto de vista sobre determinada banda ou atitude do artista. Pessoas criticando um artista por sair em turnê com outro. E ainda achando que tudo isso é "jogada comercial". Ora, ora, será que alguém no mundo cai na besteira de pensar que alguma banda toca por prazer e nada mais. Dinheiro move o mercado, sim. Dinheiro muda opiniões, sim. Bom é o artista que consegue seguir uma linha reta, mas sempre se inovando e agradando seu público. Bandas como Slayer e Testament merecem meu respeito por isso. Sim, o Slayer lançou álbuns tidos como vergonhosos por seus fãs (de novo, os fãs). Mas, analizemos o Diabolus in Musica, que é tido como o pior de todos. Agora, me digam, alguma banda superou eles? Mesmo no seu pior álbum, eles colocaram as bandinhas novas no chinelo. E repetiram a dose no God Hates us All. Não chegaram aos pés de um Hell Awaits, mas chutaram bundas sem dó. Então fãs, aprendam uma coisa: a banda que você curte, apóia, idolatra, tatua pode fazer boa música e ganhar dinheiro com isso. O dinheiro é apenas o reconhecimento por um bom trabalho.