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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Desabafo (Eu odeio metaleirinhos!)

Lendo uma comunidade qualquer do orkut, um cara estava defendendo um vocalista "X", dizendo que o cara não cantava tão mal. Seus argumentos eram bem interessantes e fui obrigado a concordar (até porque ele falava de uma banda que gosto).

Aí, me chega um metaleirinho, que não deve passar dos 16 anos (nada contra os mais jovens, apenas acho que devem se manifestar com mais cuidado) e me diz que "quem não canta nada é aquele vocal do Rush".

PUTA QUE ME PARIU!

Como assim? Você tava falando mesmo do Geddy Lee? Será que eu continuo sendo tão imbecil a ponto de enxergar o que não existe? Ah, dá um tempo!

Eu mesmo, não sou lá grande fã de heavy metal, os timbres dos vocais de heavy metal não me agradam. Mas falar que os caras cantam mal? Ai são outros quinhentos! Podem não me agradar, mas cantam extremamente bem!

Outro dia um moleque que não devia ter mais de 15 anos, me solta que o Metallica gravou três discos bons apenas: Kill'em All, Ride the Lightning e Master of Puppets. PORRA! Sintam-se a vontade pra falar mal dos outros, mas o que o ...And Justice for All tá fazendo fora da lista? Ele é um álbum pop, então?

Por isso que odeio Metaleirinhos. Tr00s na puberdade, façam-me um favor: vão comer cocô pra ver disco voador!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

MTV Britânica elege os melhores discos da história

Fonte: Enter Magazine

Ai vai a lista (comentários a seguir)

  1. Michael Jackson – Thriller
  2. Craig David – Born To Do IT
  3. Guns ‘N’ Roses – Appetite For Destruction
  4. Radiohead – OK Computer
  5. Nirvana – Nevermind
  6. Oasis – (What’s The Story) Morning Glory?
  7. Oasis – Definitely Maybe
  8. U2 – The Joshua Tree
  9. Arctic Monkeys – Whatever People say I Am, That’s What I’m Not
  10. Amy Winehouse – Back to Black
  11. The Strokes – Is This It?
  12. Kanye West – The College Drop Out
  13. The Stone Roses – The Stone Roses
  14. Eminem – The Marshall Mathers LP
  15. The Smiths – The Queen Is Dead
  16. Rage Against The Machine – Rage Against The Machine
  17. Prince; The Revolution – Purple Rain
  18. REM – Automatic For The People
  19. Usher – 8701
  20. Pixies – Doolittle
  21. The Notorious B.I.G – Ready To Die
  22. Lauryn Hill – The Mis-education of Lauryn Hill
  23. Human League – Dare
  24. Jay-Z – Blueprint
  25. Dizzee Rascal – Boy In Da Corner

Depois que eu falo que Londres é a capital da viadagem mundial, eu sou extremista. Quando digo que a MTV (atual) fabrica adolescentes anecéfalos, exagero. Quando digo que vivemos em uma geração musicalmente perdida, sou um velho. Ora, então me falem o que esse monte de merda dessa lista tem pra estar ai? Quer a resposta? Simples: foram eleitos por moleques. Moleques bobos que cresceram ouvindo esse monte de merda. Eu nunca ouvi 90% dessa lista, mas sou arrogante e prepotente o suficiente pra dizer que é um monte de lixo! Desses 25, posso extrair daí, chutando alto, 10 excessões. Mas, cacife pra estar nessa lista, acho que poucos têm: o Michael Jackson e seu maravilhoso Thriller, o Guns 'n' Roses e o revolucionário Appetite for Destruction, o Nirvana com o surpreendente Nevermind, o U2 com o grande The Joshua Tree. De resto, temos ai até alguns bons discos, mas, pô, melhores de todos os tempos! Aí não...

Britsh flag and Beatles

Faltou vocês, hein?

Pixies, RATM, The Smiths, REM e Oasis até têm meu respeito, mas considerar seus álbuns entre os maiores da história, ai eu acho complicado (na verdade, o erro ai foram incluir dois do Oasis. Um até seria justo).

Ok, eu sei, sou um puta xiita no quesito musical, só ouço rock and roll e suas vertentes mais próximas. Conheço muito pouco de qualquer outro estilo musical, sou praticamente um ignorante no que foge do arroz com feijão do metal. Mas eu sei respeitar um grande artista. Sei que bandas como Queen, Black Sabbath, Beatles, Rolling Stones não podem faltar nessas listas. Mesmo eles já terem dado no saco de muitos, mesmo sendo música do século passado, mesmo sendo aquela mesmice, mas, porra, eles criaram essa bagaça toda! Se você quer uma lista que envolva os melhores de todos os tempos, você tem que se respeitar os melhores de TODOS os tempos! Pô, Jay-z, Usher, Arctic Monkeys, Eminem, The Strokes numa lista dessas? Pô, a galera indie tá dominando mesmo o mundo! Colocaram suas músicas no topo! Podem me xingar, eu aceito. Só não aceito uma lista dessas. Eles podem ser bons, mas estão longes de serem os melhores. Sei que é uma lista Britânica e que lá a música é diferente, mas os melhores não vieram de lá também?

Na linha do hip-hop, acho justo incluir o The Notorious B.I.G. Pelo pouco que conheço de hip-hop / rap, sei que era um sujeito respeitado em seu meio. Mas me lembro que nos anos 90, a música rap era bem mais profissional do que hoje. Eu não gosto. Nada contra que ouve, apenas acho o movimento gangsta rap a mesma babaquice do funk carioca. Até pra tratar mal uma mulher, é necessário classe.

Não tenho cacife para criar minha própria lista, misturando todos os gêneros. Poderia criar uma de thrash metal, rock and roll ou algo do tipo. Mas, se fosse fazê-lo, incluiria mitos da música como: Tina Turner, Beatles, Elton John entre muitos, muitos outros. Se algum de vocês, leitores, quiser fazer a sua, sinta-se a vontade (ganhará um post com sua lista).

E me desculpe você, amigo leitor, que gosta de Indie Rock, Gangsta Rap ou Pop. Não me odeiem por falar o que penso, em vez disso, deixe seu comentário me xingando.

UPDATE

Acabo de ler aqui http://www.postchronicle.com/news/original/article_212221759.shtml que a lista engloba apenas os discos de 81 em diante (falha minha e da Enter Magazine). Mas, mesmo assim, essa lista tá beeeem mal feita.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Peter Criss

O baterista original do KISS, Peter Criss, fará uma aparição em uma exposição de modelos e brinquedos que acontece entre 17 e 19 de abril no Hilton Hotel em Parsippany, New Jersey, EUA. De acordo com um post em seu website "Peter vai dar autógrafos e tirar fotos. Os autógrafos para os convidados custarão $40,00. As fotos serão tiradas pelo nosso fotógrafo e custarão $10,00."

Fonte: Portal Novo Metal (http://www.novometal.com/news/noticia.php?id=16894)

Não pude deixar de comentar. Caras, o Peter Criss foi tão bem com o Kiss e depois disso só fez merdas. Não tem muito o que escrever sobre, é apenas hilário!

Ah, o Peter Criss nacional é o Marcelo D2!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Metallica e Slayer: quase três décadas

Acabo de ler na Novo Metal que o Metallica disponibilizou um vídeo oficial da banda tocando a nova música "My Apocalipse". É a última música do álbum novo, o Death Magnetic. Uma faixa legal, com um peso bem agradável (peso agradável = música pesada, mas não porrada) e vocal mais ou menos rasgado, lembrando um pouco o James Hetfield do Black Album. Veja e tire suas conclusões:

Já o Slayer tem tocado sua música nova em alguns shows, a "Psychopathy Red". O álbum ainda não saiu, mas promete. Vejam também e tirem suas conclusões:

Viram? Agora deixa eu tirar as minhas conclusões: Metallica e Slayer são as principais bandas da Bay Area Californiana. Eles trouxeram o thrash metal, eles criaram e, se quiserem, eles matam. Eu não posso dizer se gosto mais de uma ou de outra. Ambas são, para mim, perfeitas. Mas, vendo estes dois vídeos, pude perceber porque o Slayer nunca teve a fama do Metallica, mesmo sendo melhor tão bom quanto.

Muitos anos se passaram. Para ser mais exato, mais de 25 anos se foram desde que essas bandas mostraram todo o seu ódio em forma de música. Muita coisa mudou de lá pra cá. O Slayer lançou uns álbuns mal-vistos pelo seus fãs mais leais, o Metallica lançou alguns mais. Ai o Slayer lançou um álbum que trazia de volta a pegada mais oitentista e o Metallica foi na mesma. Só que, vendo eles ao vivo no glorioso you tube, percebemos que o Slayer continua sendo aquela banda feia, mal encarada, fedida, sem pai que canta músicas feias, fedidas, mal encaradas e sem pai. O Tom Araya continua cantando feio, voz rasgada, assustando crianças e o resto da banda nem se fala. Já o Metallica evoluiu muito com o tempo. De um bando de "feinhos" tocando música pesada, se tornaram bons rapazes, com caras agradáveis e sabendo o timming das coisas. Ao vivo, o James Hetfield não canta mais tão bravo nem feio. Mas agrada. Sabe agradar. Eu mesmo gosto deles ainda. E gosto muito. A simpatia da banda supera até os episódio do Napster (na verdade, Lars Ulrich é um merda, mas o James consegue aliviar a barra dele).

É por isso que eu digo: tapinha nas costas e resenhas positivas não enchem barriga. Se não agradar o público, não gera renda. Não é a toa que o Death Magnetic vendeu, em três dias, 490.000 cópias, enquanto o Christ Illusion vendeu 62.000 em uma semana. Eu gostei mais do Christ Illusion, mas quem sou eu? nem comprar o álbum eu comprei (nem o Death Magnetic).

A verdade é que essas duas bandas lançaram, nos anos oitenta, os álbuns mais completos que o thrash metal conheceu, mas hoje em dia, muita coisa mudou. Mais pra uns do que pra outros.

terça-feira, 24 de março de 2009

CDs originais. Vale a pena comprar?

Acabei de receber uma encomenda da secondspin.com com alguns cds. É a primeira vez que compro com os caras (recomendo!). Quando peguei o pacote, fiquei pensando: "Por que eu ainda gasto dinheiro com CDs?" Resolvi escrever o porquê.

Ter CDs pra mim é um gosto. Sou apaixonado por música. Não tenho muitos. Ao todo, deve chegar próximo a uns 100. Muitos me chamam de babaca por manter tal gosto idiota: "Pô cara, você pode baixar tudo na Net!", "Pra que você fica alimentando este bando de sanguessugas das gravadoras?", "Besteira, você só ouve MP3, que diferença vai fazer?". Esses são os tipos de críticas que mais ouço. E isso fica me incomodando. Por que percebo que as pessoas que me dizem isso, não estão querendo cuidar da minha vida, mas sim, defendendo um ponto de vista. E eu as respeito. Mas continuo comprando.

Não tiro a razão de nenhuma delas. O que diz que posso baixar na Net, tá certo. O que diz que estou alimentando um bando de sanguessugas, também tem sua razão. O que diz que só ouço MP3, está quase certo (no carro, eu ainda tenho só o cd player). Então eu estou errado?

Acontece que, meu ponto de vista é um pouco diferente. Não muito, mas é. Pra começar, eu não compro qualquer coisa. Compro apenas cds baratos. Aqueles em promoção nas bacias do mercado, usados da galeria e afins. O mais caro que comprei nos últimos 5 anos me custou R$16,00. Era o South of Heaven, do Slayer, importado, usado, mas em perfeito estado. Não sei qual sua renda mensal, mas na minha coube sem problemas. Na second spin, comprei dois do Nashville Pussy, que não sairam no Brasil, usados, pela bagatela de US$4,00 cada. Trocando em miúdos, R$10,00 cada + a taxa de entrega de US$8,00, saiu R$16,00 cada um, mais ou menos. Também não sei se posso considerar um preço abusivo. No ano passado, a EMI colocou quase todos os cds do QUEEN em promoção: R$14,00 cada. Comprei 3 de uma vez. Também acho que não paguei caro.

Eu gosto de poder colocar um cd pra tocar, ver o encarte, as informações, os agradecimentos. Sei lá, é uma forma de sentir a pegada da banda. É minha forma de tietagem. Ver a estante cheia, poder falar "Eu tenho esse CD" quando a música tocar em algum lugar. Tem encarte que é muito legal, cheio de informações, letras, fotos da banda, histórias. Acho que é uma forma também da banda lhe retribuir por fazer tal esforço (uma coisa que não entendo é banda que coloca encartes vazios, sem nem uma maldita foto, uma arte, nada). É besteira? É! Mas, fazer o que? Mais vale um gosto que dinheiro no bolso.

Quanto a sustentar os sanguessugas das gravadoras, eu penso um pouco diferente. Cada um ganha seu dinheiro com seu trabalho. Não sou comunista ou socialista a ponto de pensar que é errado lucrar com a venda de seu trabalho. Acho errado, sim, você abusar do seu poder de lucro. E é por isso que não compro nada que não considere justo o preço. Afinal, se eu realmente quero ouvir algum som, eu baixo em MP3, o cd é apenas um souvenir e eu não pagarei um absurdo por isso. Então, se o preço for justo, eu compro, sustento o sanguessuga (que também está trabalhando) e tá tudo certo.

terça-feira, 17 de março de 2009

Carteira de Estudante. Qual é?

Hoje, antes de vir trabalhar, me sentei no trono e li uma matéria da revista Mundo Estranho deste mês que falava sobre a carteira estudantil. Sabem, aquela famosa carteira que dá descontos em um monte de atração cultural (ou não) para quem é estudante. Opa, para quem é estudante? Ahn, quase isso né. Para quem é esperto. Isso, os descontos são para quem é esperto.

Quando cheguei aqui no trampo, fui procurar alguém falando sobre isso (ou alguém que partilhasse da mesma opinião que eu) e me deparei com este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=R7S_ZP-XUT8

Eu acho que não há muito mais o que falar. Mas, se você não tá com saco de assistir (na verdade, ouvir) o vídeo, eu vou comentar.

A carteira de estudante é, sim, um direito mal interpretado. A princípio, eu entendia que ela serviria para aquele adolescente, que ainda era sustentado pelos pais, poder ir ao cinema, ao show da banda favorita, ao teatro e pagar mais barato. Apenas isso. Só que, por algum motivo (não vou entrar no mérito de discutir qual seria este), os preços dos "espetáculos culturais" aumentaram insanamente. Lembro que em 1999, o Kiss fez um show em São Paulo, no autódromo de Interlagos, onde o preço do ingresso era R$50,00. Na época, não fui porque o preço superava minhas econômias (teria de gastar R$15,00 na carteira de estudante + R$25,00 no show - não dava). Mas, o que já era caro, extrapolou. Domingo, o Iron Maiden fez um show no mesmo local e o ingresso mais barato saia por R$140,00! (novamente, não vou nem entrar no mérito da organização do show). Já o show do KISS , próximo da lista, sairá pela bagatela de R$170,00! E a carteira de estudante , agora sai por R$40,00. Alguma coisa está errada ai, não está?

Se você digitar "carteira de estudante " no Google, verá a infinidade de resultados do tipo "Venda de carteiras de estudante UNE e UBES". Virou um mercado lucrativo!

Novamente, somos feitos de trouxas. As bandas vêm pro Brasil e não podemos ir. Os preços não param de aumentar. Tem até show nacional por R$100,00 . Mas, quer saber a real? Trouxa é quem paga! E não to falando da inteira, não. Trouxa é quem paga qualquer quantia! Porque você, meu caro amigo espertalhão portador da carteira de estudante, pagou duas vezes. Uma pela carteira e outra pelo ingresso, que não tem nada de meia entrada. É o trabalhador quem paga dobrado!

E você, amigo sindicalista, esquerdista, socialista, UJSista ou coisa do tipo, por favor, prove que eu estou errado.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Por que é tão legal ser hype?

Obs: depois de reler, pensar e debater, descobri que o problema não eram os indies, mas sim os hypes

Porque a cena hype está tão na moda? Qual o grande barato de ser hype? Mostrar pros outros que você é inteligente e descolado? Que você lê Dostoievski, vota no PSTU, veste roupas caras e está antenado com os últimos assuntos? Que seu cabelo e sua barba por fazer são o máximo?

Caras, desculpem a franqueza, mas foda-se! Porra, o que você tem de mais cool que os outros? Você já parou pra pensar se alguém tá cagando pro Almodóvar e pro seu papinho pop? Se eu me importo com o fato de você ter um Macinstosh e eu um pc montado em casa rodando windows piratão? Ora, será que realmente você faz alguma diferença pro mundo? Vocês adoram esse papinho existencialista intelectualóide, mas alguma vez você fez algo útil pro mundo? Eu nunca fiz, por isso não encho o saco dos outros. Ok, vá ao seu barzinho na paulista, ao seu pub com cervejas a R$15,00 a garrafa e continue por ai dizendo que é cool. Eu não me importo, mas, por favor, não me encham o saco! Não me venham com aquele papo de que os Americanos estão roubando a Amazônia. Que o Barack Obama vai salvar o mundo. Que George Bush era o anti-cristo. Que os chineses estão destruindo o mundo. Que as empresas multinacionais estão sufocando as nacionais. Que Atari é o melhor vídeo-game. E, acima de tudo, não me venha dando de hype-pseudo-socialista-comunista. Porque ai, você chuta o balde! Che-Guevara pra cima de mim, não, por favor! Bandido bom é bandido morto!

Eu assisto filmes Hollywoodianos. Eu ouço música sem conteúdo. Eu leio pouquíssimos livros. Eu escrevo mal. Eu não tenho sensibilidade pra arte. Eu bebo cerveja barata em botecos de bairro. Eu preferia morar em Araçatuba a Londres (diga-se de passagem, a capital da viadagem). Eu saio com os amigos pra comer cheese-egg-bacon e tomar Itaipava. Eu não voto em partidos de esquerda. Eu não gosto de beber na paulista. E, acima de tudo, eu não acho que você deveria fazer o mesmo que eu.

Essa crítica não se estende a todos os hypes. Apenas àqueles pseudo-intelectuais. Se você gosta dessas coisas de hype, mas nunca encheu o saco de ninguém, sinta-se a vontade pra rir dos outros. Eu ouço CAKE e sei que deveria me envergonhar. Mas todos têm defeitos.

Agradecimentos ao amigo Luis Milanese.