quinta-feira, 26 de março de 2009

Bomba de Bacon

bacolicious

Melhor que essa receita, só isso

Sei que foge do assunto dos últimos posts, mas preciso compartilhar esta maravilha!

Recomendo apenas àqueles adeptos da culinária saudável (aviso aos vegans: imagens fortes). Tenho certeza que no sétimo dia, Deus criou o homem, olhou e pensou: "posso fazer melhor". Criou a mulher e não se viu satisfeito ainda. Criou um leitãozinho e deu por finalizada sua obra-prima. Subiu aos céus e descansou, feliz e satisfeito apreciando essa receita!

terça-feira, 24 de março de 2009

CDs originais. Vale a pena comprar?

Acabei de receber uma encomenda da secondspin.com com alguns cds. É a primeira vez que compro com os caras (recomendo!). Quando peguei o pacote, fiquei pensando: "Por que eu ainda gasto dinheiro com CDs?" Resolvi escrever o porquê.

Ter CDs pra mim é um gosto. Sou apaixonado por música. Não tenho muitos. Ao todo, deve chegar próximo a uns 100. Muitos me chamam de babaca por manter tal gosto idiota: "Pô cara, você pode baixar tudo na Net!", "Pra que você fica alimentando este bando de sanguessugas das gravadoras?", "Besteira, você só ouve MP3, que diferença vai fazer?". Esses são os tipos de críticas que mais ouço. E isso fica me incomodando. Por que percebo que as pessoas que me dizem isso, não estão querendo cuidar da minha vida, mas sim, defendendo um ponto de vista. E eu as respeito. Mas continuo comprando.

Não tiro a razão de nenhuma delas. O que diz que posso baixar na Net, tá certo. O que diz que estou alimentando um bando de sanguessugas, também tem sua razão. O que diz que só ouço MP3, está quase certo (no carro, eu ainda tenho só o cd player). Então eu estou errado?

Acontece que, meu ponto de vista é um pouco diferente. Não muito, mas é. Pra começar, eu não compro qualquer coisa. Compro apenas cds baratos. Aqueles em promoção nas bacias do mercado, usados da galeria e afins. O mais caro que comprei nos últimos 5 anos me custou R$16,00. Era o South of Heaven, do Slayer, importado, usado, mas em perfeito estado. Não sei qual sua renda mensal, mas na minha coube sem problemas. Na second spin, comprei dois do Nashville Pussy, que não sairam no Brasil, usados, pela bagatela de US$4,00 cada. Trocando em miúdos, R$10,00 cada + a taxa de entrega de US$8,00, saiu R$16,00 cada um, mais ou menos. Também não sei se posso considerar um preço abusivo. No ano passado, a EMI colocou quase todos os cds do QUEEN em promoção: R$14,00 cada. Comprei 3 de uma vez. Também acho que não paguei caro.

Eu gosto de poder colocar um cd pra tocar, ver o encarte, as informações, os agradecimentos. Sei lá, é uma forma de sentir a pegada da banda. É minha forma de tietagem. Ver a estante cheia, poder falar "Eu tenho esse CD" quando a música tocar em algum lugar. Tem encarte que é muito legal, cheio de informações, letras, fotos da banda, histórias. Acho que é uma forma também da banda lhe retribuir por fazer tal esforço (uma coisa que não entendo é banda que coloca encartes vazios, sem nem uma maldita foto, uma arte, nada). É besteira? É! Mas, fazer o que? Mais vale um gosto que dinheiro no bolso.

Quanto a sustentar os sanguessugas das gravadoras, eu penso um pouco diferente. Cada um ganha seu dinheiro com seu trabalho. Não sou comunista ou socialista a ponto de pensar que é errado lucrar com a venda de seu trabalho. Acho errado, sim, você abusar do seu poder de lucro. E é por isso que não compro nada que não considere justo o preço. Afinal, se eu realmente quero ouvir algum som, eu baixo em MP3, o cd é apenas um souvenir e eu não pagarei um absurdo por isso. Então, se o preço for justo, eu compro, sustento o sanguessuga (que também está trabalhando) e tá tudo certo.

domingo, 22 de março de 2009

Álbuns que fazem você dizer "PQP"!

Queen - A Night at the Opera

Eu nunca gravei um álbum. Na verdade, nem uma música. Mas eu acho que quando uma banda grava um álbum supremo, ela sabe que ele será um clássico. Acho que a banda percebe que fez uma obra-prima. Pra mim, um exemplo perfeito desse caso é o A Night at the Opera, dos britânicos do Queen.

A Night at the Opera

A capa de A Night at the Opera (1975)

Muita gente pode discordar. E isso é justo. O Queen não é uma banda fácil. Apesar de possuírem mega sucessos, muitos não os consideram bons o suficiente para gravar álbuns fenomenais, apenas músicas fenomenais. Mas, muitos que falam isso, imagino eu, nunca tenham ouvido um disco do Queen inteiro e com atenção necessária. Eu sugiro que o façam com o A Night at The Opera.

Este foi o quarto disco da banda, lançado em 1975. De acordo com a Wikipédia (God Bless the Wikipédia!), a banda foi considerada extravagante na época, pois gravaram um instrumento em cada estúdio. Segundo Freddie Mercury, isso era apenas perfeccionismo.

É uma pena que as músicas do Queen não cantadas por Freddie Mercury são muito pouco conhecidas. Neste álbum temos exemplos diversos.

Vamos lá ao que interessa, o faixa a faixa:

  1. Death on Two Legs - a primeira faixa abre o álbum com uma introdução de piano que quase diz: "Hey cara, ai vem um álbum f*da. Escute até o fim!" É uma faixa linda, uma das melhores do disco. Belo solo de guitarra, os famosos backing vocals, uma pena não ter se tornado um grande hit. Segundo a Wikipédia, a música foi feita em uma "não-homenagem" ao empresário da banda à época, afastado por conduta financeira pouco honesta.
  2. Lazing on a Sunday Afternoon - uma música com a cara do Queen. Mas muito a cara do Queen mesmo! Pena ela só ter 1:07.
  3. I'm in Love with my Car - no encarte diz: Dedicated to Johnathan Harris, boy racer to the end. Johnathan foi roadie da banda e possuía um Triumph TR4. A música é cantada pelo baterista Roger Taylor. Tem uma introdução triunfal.
  4. You're my Best Friend - um dos maiores hits do Queen, foi composta por John Deacon em homenagem à sua esposa Veronica Tetzlaff.
  5. '39 - Com letra, música e vocais de Brian May. Uma balada linda, daquelas que o refrão ("Don't you hear my call / Though you're many years away / Don't you hear me calling you"), com direito à backing vocals de Freddie Mercury faz você arrepiar.
  6. Sweet Lady - Talvez a faixa mais pesada do álbum (considerando que falamos de um Queen de 75), foi escrita por May para ser mesmo uma faixa pesada, com uma linha de baixo agressiva. Tanto que Taylor afirmou ter sido a composição mais dificil que ele havia tocado até então.
  7. Seaside Rendezvous - entrada de piano dos anos 50, que entraria facilmente em um desenho do pica-pau de polainas. Lembra muito as composições do Queen dessa época, com backing vocals, pianos, tubas, trompetes, assovios e uma levada divertida.
  8. The Prophet's Song - Como descrever uma música dessas...? Feita para ser um clássico, são 8:20 de viagem musical. Não consigo descrever. A música tem até um solo em capela (ou coisa do tipo). É quase uma 2112, mas com o Queen e 1/3 do tempo.
  9. Love of my Life - ah, é aquela música que, quando executada ao vivo, não é necessário cantar as letras, o público canta. Você deve conhecer. No Brasil, talvez, essa foi a música do Queen que mais fez sucesso.
  10. Good Company - outra música do May, com o próprio cantando. Uma música "muito bonitinha", com banjo e levada feliz. "Take care of those you call your own, and keep good company."
  11. Bohemian Rhapsody - Minha música favorita. Dentre todas que já ouvi, esta é A MÚSICA pra mim. A revista Rolling Stone a colocou como a música #163 das 500 maiores de todos os tempos. Eu acho que eles não a escutaram como eu escuto. Sério, pra mim não existe música igual. Muitas são as histórias sobre a letra, eu penso assim: é a narração sobre um cara que mata alguém, vai pro inferno e, chegando lá se arrepende. É como eu vejo, não faz sentido, mas eu vejo assim!
  12. God Save the Queen - é, pra fechar um evento como este, nada como um hino.

E, se você ainda não tem essa obra prima, recomendo fortemente!

quarta-feira, 18 de março de 2009

The good ol' Southern Rock

Cada vez mais me surpreendo ouvindo músicas que eu não ouvia antes (e cada vez mais graças ao homem-enciclopédia Luis Milanese). Ultimamente tenho ouvido tanto southern rock que chego a achar que foi a melhor coisa que os americanos (ou estado-unidenses) fizeram pela música.

Vou citar aqui duas músicas do Lynyrd Skynyrd que não são tão conhecidas, mas acho que valem muito a pena. Ambas são do álbum Second Helping, de 1974 e, na minha opinião, o melhor:

Divirtam-se...

Lynyrd Skynyrd - The Ballad of Curtis Loew

Lynyrd Skynyrd - I Need You

Essa eu mando como dica pra quem quer agradar a patrôa. Se ela (ou você) não manjar de inglês, pega ai.

terça-feira, 17 de março de 2009

Carteira de Estudante. Qual é?

Hoje, antes de vir trabalhar, me sentei no trono e li uma matéria da revista Mundo Estranho deste mês que falava sobre a carteira estudantil. Sabem, aquela famosa carteira que dá descontos em um monte de atração cultural (ou não) para quem é estudante. Opa, para quem é estudante? Ahn, quase isso né. Para quem é esperto. Isso, os descontos são para quem é esperto.

Quando cheguei aqui no trampo, fui procurar alguém falando sobre isso (ou alguém que partilhasse da mesma opinião que eu) e me deparei com este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=R7S_ZP-XUT8

Eu acho que não há muito mais o que falar. Mas, se você não tá com saco de assistir (na verdade, ouvir) o vídeo, eu vou comentar.

A carteira de estudante é, sim, um direito mal interpretado. A princípio, eu entendia que ela serviria para aquele adolescente, que ainda era sustentado pelos pais, poder ir ao cinema, ao show da banda favorita, ao teatro e pagar mais barato. Apenas isso. Só que, por algum motivo (não vou entrar no mérito de discutir qual seria este), os preços dos "espetáculos culturais" aumentaram insanamente. Lembro que em 1999, o Kiss fez um show em São Paulo, no autódromo de Interlagos, onde o preço do ingresso era R$50,00. Na época, não fui porque o preço superava minhas econômias (teria de gastar R$15,00 na carteira de estudante + R$25,00 no show - não dava). Mas, o que já era caro, extrapolou. Domingo, o Iron Maiden fez um show no mesmo local e o ingresso mais barato saia por R$140,00! (novamente, não vou nem entrar no mérito da organização do show). Já o show do KISS , próximo da lista, sairá pela bagatela de R$170,00! E a carteira de estudante , agora sai por R$40,00. Alguma coisa está errada ai, não está?

Se você digitar "carteira de estudante " no Google, verá a infinidade de resultados do tipo "Venda de carteiras de estudante UNE e UBES". Virou um mercado lucrativo!

Novamente, somos feitos de trouxas. As bandas vêm pro Brasil e não podemos ir. Os preços não param de aumentar. Tem até show nacional por R$100,00 . Mas, quer saber a real? Trouxa é quem paga! E não to falando da inteira, não. Trouxa é quem paga qualquer quantia! Porque você, meu caro amigo espertalhão portador da carteira de estudante, pagou duas vezes. Uma pela carteira e outra pelo ingresso, que não tem nada de meia entrada. É o trabalhador quem paga dobrado!

E você, amigo sindicalista, esquerdista, socialista, UJSista ou coisa do tipo, por favor, prove que eu estou errado.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Por que é tão legal ser hype?

Obs: depois de reler, pensar e debater, descobri que o problema não eram os indies, mas sim os hypes

Porque a cena hype está tão na moda? Qual o grande barato de ser hype? Mostrar pros outros que você é inteligente e descolado? Que você lê Dostoievski, vota no PSTU, veste roupas caras e está antenado com os últimos assuntos? Que seu cabelo e sua barba por fazer são o máximo?

Caras, desculpem a franqueza, mas foda-se! Porra, o que você tem de mais cool que os outros? Você já parou pra pensar se alguém tá cagando pro Almodóvar e pro seu papinho pop? Se eu me importo com o fato de você ter um Macinstosh e eu um pc montado em casa rodando windows piratão? Ora, será que realmente você faz alguma diferença pro mundo? Vocês adoram esse papinho existencialista intelectualóide, mas alguma vez você fez algo útil pro mundo? Eu nunca fiz, por isso não encho o saco dos outros. Ok, vá ao seu barzinho na paulista, ao seu pub com cervejas a R$15,00 a garrafa e continue por ai dizendo que é cool. Eu não me importo, mas, por favor, não me encham o saco! Não me venham com aquele papo de que os Americanos estão roubando a Amazônia. Que o Barack Obama vai salvar o mundo. Que George Bush era o anti-cristo. Que os chineses estão destruindo o mundo. Que as empresas multinacionais estão sufocando as nacionais. Que Atari é o melhor vídeo-game. E, acima de tudo, não me venha dando de hype-pseudo-socialista-comunista. Porque ai, você chuta o balde! Che-Guevara pra cima de mim, não, por favor! Bandido bom é bandido morto!

Eu assisto filmes Hollywoodianos. Eu ouço música sem conteúdo. Eu leio pouquíssimos livros. Eu escrevo mal. Eu não tenho sensibilidade pra arte. Eu bebo cerveja barata em botecos de bairro. Eu preferia morar em Araçatuba a Londres (diga-se de passagem, a capital da viadagem). Eu saio com os amigos pra comer cheese-egg-bacon e tomar Itaipava. Eu não voto em partidos de esquerda. Eu não gosto de beber na paulista. E, acima de tudo, eu não acho que você deveria fazer o mesmo que eu.

Essa crítica não se estende a todos os hypes. Apenas àqueles pseudo-intelectuais. Se você gosta dessas coisas de hype, mas nunca encheu o saco de ninguém, sinta-se a vontade pra rir dos outros. Eu ouço CAKE e sei que deveria me envergonhar. Mas todos têm defeitos.

Agradecimentos ao amigo Luis Milanese.

domingo, 15 de março de 2009

Os 10 maiores vocalistas de Rock

Há algum tempo atrás, o Tonoba pediu que escrevêssemos pra ele uma lista baseada na lista que o site NME publicou. Uma lista com os 10 melhores vocalistas do Rock de todos os tempos.

Como eu gosto mesmo é de causar conflito e polêmica, coloquei a minha, com as devidas explicações do porquê.

1. Freddie Mercury (Queen): Simplesmente canta o maior Rock de todos os tempos, pra mim. Bohemian Rhapsody.

2. Robert Plant (Led Zeppelin): Simplesmente ensinou e influenciou todos que vieram depois dele.

3. Geddy Lee (Rush): O cara canta como uma moça e ainda toca baixo e teclado ao mesmo tempo. Ele é incrível a manda muito bem ao vivo.

4. Mike Patton (Faith no More, Mr Bungle, Fantomas, etc, etc, etc): Versátil, demente e extremamente competente ao vivo e em estúdio. Só não está em primeiro pra não dar tanta briga ;)

5. Tom Araya (Slayer): A voz mais insana do Thrash Metal. O cara ainda é um trovão ao vivo, mesmo beirando os 50.

6. Lemmy Kilmister (Motörhead): Atreva-se a falar mal dele. Ele simplesmente é venerado pelos verdadeiros admiradores de Rock and roll.

7. Dave Mustaine (Megadeth) / James Hetfield (Metallica): Por que o Dave? Acho que, para um cara que foi chutado do Metallica, ele toca e canta muito bem. E ao vivo ele ainda manda bem. Tem uma voz diferente de tudo e merece estar aqui. O James está, mas só o James até 1991. Depois disso ele resolveu soprar o microfone em vez de cantar.

8. Peter Steele (Type O Negative): Voz grave, quase um fantasma falando. Ao vivo mantém a linha. Não há o que falar.

9. Phil Anselmo (Pantera, Superjoint Ritual e Down): Não concorda? Tente imitá-lo por um show inteiro ainda cantando Suicide Note pt.II?

10. Ney Matogrosso (Secos & Molhados, solo): Esse aqui é pra criar polêmica. Mas, cá pra nós, ouça Secos & Molhados e tente cantar igual. Você não conseguirá. Ele tem um agudo que ninguém tem.

E, pra completar, minha voz feminina favorita:

11. [Numa lista de Top 10?] Kate Pierson (The_B-52’s): A maior voz feminina de todos os tempos (não menosprezando sua parceira Cindy Wilson, também incrível. Apenas questão de gosto – vejam as duas "tias" em ação cantando a famosa "Love Shack" ao vivo em 2000 e confiram.