Sim, não consigo esconder a excitação. Ontém assisti o segundo show da volta do Faith no More, direto do Download Festival na Inglaterra. Quem não viu ainda, no YouTube tá cheio de vídeos.
O que eu queria deixar claro é a versatilidade com que eles voltaram. Abriram o show com um cover de Reunited, de Peaches & Herb, um clássico do fim dos anos 70, com direito a dueto de Patton com Roddy Bottum. Eu, que sempre tentei me manter longe da babação de ovo ao Mike Patton (sim, sempre deixei claro que a banda para mim era Bordin, Gould e Bottum), vou ter que ajoelhar ao cara cantando. Um palhaço que canta como gente grande. Incrível. O cara entrou de bengala, parecendo o Michael Corleone, aquela gomalina no cabelo e cantou muito! Assustadoramente perfeito.
Para completar, ainda colocaram no setlist, músicas que não costumam tocar com frequência, como Cuckoo for Caca, Take this Bottle e Malpractice (no show de quarta-feira em Brixton Academy ainda tocaram King for a Day).
Simplesmente perfeito. Mike "Puffy" Bordin continua espancando sua bateria, Roddy Bottum agora não se resume apenas a gritar em Be Aggressive, Billy Gould continua sendo (para mim) a alma da banda e o Jon Hudson fez sua parte (não quis ser um novo Jim Martin e nem um mero contrarado).
Dá pra perceber que estou meio empolgado. É, acontece. Aproveito para lançar aqui a campanha: "Levem o Kuvas para o show do Faith No More no Brasil" (porque vai ter que rolar um show aqui). É fácil, basta não me cobrar dinheiro que eu devo, não me pedir nada emprestado e não me tentar com dívidas que, se tudo der certo, terei os prováveis R$250,00 pra ir ao show e poder comentar aqui para vocês! Caso não dê certo, vai ser mais um pra lista dos que não fui (como diria meu finado tio com seu sotaque carcamano: "ah se eu fosse rico").
Deixo vocês aqui com a maravilhosa versão de Reunited, Peaches & Herb, cantado pelo Faith No More:
A capa também teve uma versão
com o próprio personagem da Marvel
Como puderam perceber, o blergh! foi abandonado momentâneamente. Culpa da minha extrema falta de: dinheiro, paciência, tempo, idéia, sorte, disposição (depois encontro outros motivos).
Para não pensarem que morri, vou deixar uma recomendação rápida aqui, pra vocês relembrarem os maravilhosos anos 90, onde a música era pesada simplesmente por que assim que era bom.
Para quem não sabe, como citado anteriormente, Entombed é a primeira banda de Nicke Andersson, que mais tarde formaria o The Hellacopters. Para mim, é uma banda que muitas outras tentam copiar, mas não conseguem. Se for pra rotular, eu diria que é um Hardcore próximo ao Death Metal, mas só ouvindo pra comprovar.
Aqui vai uma palinha da música-título Wolverine Blues:
É isso, se gostar, deixe um comentário. Se quiser sugerir, fique a vontade pra me mandar um e-mail ou o que quiser! Bom fim-de-semana!
No último churrasco que fiz aqui em casa, num momento de total embriaguez, o meu grande amigo Tatu (vulgo Ricardo Nunes) me fez um pedido muito complicado: "cara, você me deve um post sobre Ramones". Lá se foram dois meses e eu não conseguia encontrar o que escrever. Hoje, eu ainda não encontrei. Vou escrever porquê sou um alegre.
Ramones é aquela banda que 99% das bandas (de garagem ou não) tocam ou já tocaram algum cover. E o motivo parece ser bem simples: é a banda dos três acordes. Tirando eu, que sou um zero a esquerda, qualquer mané consegue tirar pelo menos uma música dos Ramones no violão, guitarra ou, até, na bateria. São simples, rápidas (ma maioria das vezes) e diretas ao ponto. Sem solos, sem grandes piruetas musicais, sem muito "nham nham nham" (da piada da freira no carnaval). Tudo muito simples e bem feito. Então, ai podemos resumir o motivo das bandas fazerem covers dos Ramones. PONTO FINAL.
Não. Não podemos, né. Mas, por que não? Pelo simples fato que, se fosse só por isso, todas as bandas fariam também covers de CPM22, Green Day, Misfits, Legião Urbana entre muitas outras. Todas essas bandas citadas ai também faziam músicas bem simples.
Ah, então, talvez seja por um vocalista carismático a frente da banda? Isso! Música simples de tocar + vocalista carismático. Isso ai impulsionou os Ramones, certo? Talvez, mas, ainda assim, acho que não temos um acordo. Legião Urbana e até (até!) Blink 182 tinham essas características. Mas você não vê uma banda que não seja de pop-rock os tocando. Misfits, apesar do Danzig, também pode ser enquadrada. Mas você não anda por aí ouvindo bandas tocarem Last Caress (quando o fazem, muitos associam ao Metallica) ou Dig Up Her Bones. Menos uma então.
Já sei, eles eram engraçados! Tinham letras engraçadas! Será? É, acho que não. Tem mais banda que faz isso ai e a gente nem sabe o nome. Menos uma!
Será, então, pelo fato de se vestirem diferente? Como uma típica gang de New York? Ou porque tinham atitude? Eram aquilo e sempre foram! Será por isso?
Difícil resumir os caras. Mas, basicamente - como sempre, na minha estúpida opinião - eles foram o que foram simplesmente porque tinham algo que pouquíssimas bandas têm: originalidade. Originalidade para serem carismáticos, se vestirem como uma gang, serem engraçados. Originais na atitude e na forma de ser. E, acima de tudo: originalidade para fazer músicas. Qualquer um toca uma música de três acordes, certo? Mas, você ai que está lendo enquanto coça o saco, é capaz de compôr uma música de três acordes e fazer dela um hino? Torná-la mundialmente famosa e reproduzida por todos? Bom, os Ramones fizeram isso com, pelo menos, dez músicas.
Você pode me dizer: "mas eles imitavam MC5, Stoogies, The Cramps..." Sim, até "imitavam", mas se saíram melhores que eles. Todos tinham sua simplicidade. Todos tinham sua "tosquice", mas, por algum motivo, os Ramones se sobressaíram. Principalmente aqui no Brasil, onde arrastavam legiões de fãs.
Pensemos bem. No início dos anos 70, o rock estava numa fase ultra criativa. Saiam as bandas de rockabilly e entravam mosntros como Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple. Com composições cada vez mais trabalhadas, mais sofisticadas, o rock foi ficando mais exigente. Aí, chegam as bandas ditas punk rock e enfiam toda a técnica e exigencia no rabo, fazendo nada mais que rock and roll. Se isso não foi atitude, então eu tô falando besteira. Isso engrandeceu a música de uma forma sem fronteiras. Graças a esses caras, hoje até eu posso ter uma banda. Não precisamos ser mestres supremos da técnica e capacidade. Se você fizer algo bem feito, com vontade, consegue convencer todo mundo. É foi isso que Ramones e cia fizeram nos anos 70, dando o pontapé inicial do punk rock (que depois foi cagado e sentado em cima nos anos 2000, com as bandas de emocore tentando seguir seus passos, mas errando no vetor - afinal, a diferença entre cagar e dar a bunda é meramente vetorial).
Com uma discografia bem grande (14 álbuns de estúdio e 4 ao vivo), fica difícil sugerir por onde começar. Na dúvida, comece do primeiro e vá seguindo. Claro, não espere novidades. Não espere se surpreender. Apenas ouça. A melhor coisa dos Ramones é que você não precisa ficar prestando atenção aos mínimos detalhes. É bom porque é bom. Só isso. Letras simples (ou burras), riffs idem. Álbuns com menos de meia hora de música. E um monte de coletâneas. Se você é desses que apreciam coletâneas, não faltam dessts na discografia dos Ramones.
Resumindo de uma forma bem simples? Ramones chuta bundas. Os saldosos Joey, Johnny e Dee Dee Ramone devem se contorcer em seus túmulos ao ouvir os que tentam copiá-los. Descansem em paz, mestres!
De antemão, aviso que a idéia de escrever o "Jogo pra Macho" não é fazer uma análise técnica e minunciosa sobre os jogos, e sim expor quais os mais agressivos e nervosos para quando você estiver de saco cheio do mundo e só pensa em arrancar algumas cabeças e meter bala em tudo que tiver direito.
Claro que levarei em conta a qualidade de produção, gráficos, jogabilidade, para indicar jogos que realmente valham a pena o investimento do nosso suado money.
Obrigado!
GEARS OF WAR
Nada mais justo que começar com meu jogo predileto.
Talvez o shooter mais impressionante já desenvolvido para os consoles da nova geração, GOW foi lançado em 2006 pela Epic Games, inicialmente exclusivo para X-Box360 da Microsoft. O "retardado" que também pode ser chamado de gênio responsável pela criação e idealizador do game é Cliff Bleszinski, também conhecido apenas como CliffB, diretor de design da compania.
História
Gears Of War se passa em um planeta chamado Sera. Bastante parecido com a nossa velha Terra, é um local pacifico e calmo até o dia em que criaturas bizarras meio homem, meio lagarto, conhecidas como Locust, resolvem sair de suas tocas no submundo deste planeta e dominar a superfície. Este dia é conhecido como Emergence Day.
Para deter esta invasão, uma força tarefa conhecida com Delta Squad (Esquadrão Delta) é convocada. Liderada por Marcus Fenix, um ex-combatente rebelde e seus companheiros, eles partem para a missão mais difícil de suas vidas.
Sangue!
O Game
A escolha por uma visão em terceira pessoa sobre os ombros do personagem, já diferenciam GOW de outros jogos de tiro. A visão fica mais ampla, atingindo um angulo maior do cenário. A movimentação é bastante fiel aos comandos, e a única ausência sentida é de um botão "de pulo", não que ele faça falta durante o jogo, mas estamos tão acostumados que não seria tão ruim assim.
Os gráficos são talvez os mais belos já criados. A Epic teve o cuidado de se dedicar nos detalhes. Sombras perfeitas, brilho sobre as armaduras dos personagens, um clima sombrio, e as expressões e sangue impressionam. Os cenários são bem detalhados e cheio de pontos onde o personagem pode se esconder dos tiros e bombas lançadas.
Você tem a sua disposição 4 armas básicas: Uma pistola, uma calibre 12, granadas de fumaça e uma metralhadora equipada com uma serra-elétrica. Alias, impossivel apenas citar a serra sem comentar nada a respeito. Existem momentos em que um combate mais mano a mano é necessário, e ai a serra-elétrica de sua metralhadora entra em ação. A animação que envolvem as mortes com a serra são alucinantes. O sangue respinga na tela da tv dando um realismo tremendo.
Durante a partida você ainda tem a sua disposição algumas outras armas, como lança mísseis, snipers e flechas explosivas. Munição é deixada por Locust mortos e também encontradas em caixas espalhadas pelo cenário.
O jogo é divido em 5 missões, todas com suas sub-fases, o que garante mais de 8 horas de jogatina sangrenta, sozinho, ou acompanhado de um amigo no modo cooperativo ou ainda jogando online em time de 4 contra 4 em um mata-mata.
Existem 3 níveis de dificuldade, sendo o modo Insano, realmente para quem tem nervos de aço e uma experiência superior.
Opinião do Redator
Como eu disse no começo do post, Gears Of War é sem dúvida o meu jogo favorito de tiro. Quando coloquei as mãos nele, só larguei depois que fechei o game por completo. Isso sem nem sequer ter idéia de tudo que poderia ser feito online.
O som é perfeito. Se você ligar o console em um home, meu chapa, seus vizinhos vão chamar a polícia. E realmente a intenção é essa!
Não posso dizer que o jogo é dificil, confesso que existem partes onde as coisas complicam um pouco, mas com alguma insistência você segue em frente.
Os comandos também se encaixam perfeitamente após alguns minutos, e o domínio total das armas te transforma em um matador de primeira. Tire as crianças da sala! O sangue vai escorrer com certeza!
GOW é um jogo violento, recomendado pra quem tem sangue-frio e gosta de ação sem frescura, sem tramas ou quebra-cabeças. Nada além de tiros e seguir em frente.
Recomendo sem dó!
OBS: Só lembrando a galera que a continuação, Gears Of War 2, já foi lançada ano passado e segue a mesma receita de sucesso de sua primeira versão e ainda por cima com melhorias em alguns detalhes do primeiro. Também uma peça indispensável a coleção de JOGOS PRA MACHO.
Lendo uma comunidade qualquer do orkut, um cara estava defendendo um vocalista "X", dizendo que o cara não cantava tão mal. Seus argumentos eram bem interessantes e fui obrigado a concordar (até porque ele falava de uma banda que gosto).
Aí, me chega um metaleirinho, que não deve passar dos 16 anos (nada contra os mais jovens, apenas acho que devem se manifestar com mais cuidado) e me diz que "quem não canta nada é aquele vocal do Rush".
PUTA QUE ME PARIU!
Como assim? Você tava falando mesmo do Geddy Lee? Será que eu continuo sendo tão imbecil a ponto de enxergar o que não existe? Ah, dá um tempo!
Eu mesmo, não sou lá grande fã de heavy metal, os timbres dos vocais de heavy metal não me agradam. Mas falar que os caras cantam mal? Ai são outros quinhentos! Podem não me agradar, mas cantam extremamente bem!
Outro dia um moleque que não devia ter mais de 15 anos, me solta que o Metallica gravou três discos bons apenas: Kill'em All, Ride the Lightning e Master of Puppets. PORRA! Sintam-se a vontade pra falar mal dos outros, mas o que o ...And Justice for All tá fazendo fora da lista? Ele é um álbum pop, então?
Por isso que odeio Metaleirinhos. Tr00s na puberdade, façam-me um favor: vão comer cocô pra ver disco voador!
Ontém, enquanto escrevia o post sobre Deftones, teclava com a minha amiga Lu Dacal, do blog Piranha Camuflada e falavamos sobre música (como de costume).
Pois não é que ela postou o diálogo, revelando minhas intimidades? Como minha vida é um livro aberto, sintam-se a vontade para ler e comentar.
Ah, e podem reparar que ela me prometeu uma cerveja! Vou cobrar no próximo encontro do fã-clube do Machine Head! E nada de Bohemia! Aquilo tem gosto de mijo!
Eu, como todo adolescente, era bobo (não que eu tenha mudado). Queria ouvir o que ninguém ouvia. Queria abalar, ser mal. Já era feio, só me faltava a atitude.
Deftones - White Pony
Aos 14 pra 15 anos, dei uma guinada e deixei de ouvir classic rock e rock and roll nacional pra ouvir mais coisas novas. E o New Metal tava ai pra isso. Hoje eu não aguento mais, acho que tudo virou mais do mesmo e a panela encheu. Mas, dia desses, ouvindo The Chauffeur do Duran Duran, me lembrei que o Deftones tinha feito uma versão desse som. E me lembrei que eu gostava desse som. Mais ainda, eu notei que o timbre do Chino Moreno, do Deftones, é muito parecido com o do Simon Le Bon, do Duran Duran. Aliás, as bandas de New Metal citavam o Duran Duran como inspiração (pela época, entende-se).
Bom, o tempo passou, eu deixei de ouvir muita coisa, passei a ouvir outras coisas e o mundo continou girando. Mas essa semana, por algum motivo, voltei a ouvir Deftones. Ouvi o Around the Fur e o White Pony várias vezes. E cheguei a uma conclusão meio estranha: o Deftones estava numa pegada completamente diferente das outras bandas da época e eu, um grande bobão, nunca percebi. E o álbum White Pony é bem diferente de tudo que ouvia nessa época (confesso que não ouvi nenhum álbum de Deftones depois do WP. Quem sabe qualquer dia desses, ouço). É um album que deixou muito do peso de lado, investiu em sons mais trabalhados, músicas mais bonitas, vocais menos gritados. É um resultado interessantíssimo.
Me lembro que na época do lançamento, em 2000, muita gente torceu o nariz. A Mtv tocava o clipe de Change (In the House of Flies) e os fãs mais fiéis criticavam, diziam que a banda tinha perdido o peso. Ai, ouviam Elite e iam a loucura! Era o peso do Deftones multiplicado. Eu ouvia a música Digital Bath e pirava. Achava um som diferente de tudo. Até hoje, ao escutar novamente, não entendo porquê eu gosto tanto desse som. A única coisa que consigo entender é que esse é um bom álbum, que se destaca dentre os álbuns lançados no início da década.
Vou sugerir aqui alguns sons deste álbum:
Digital Bath
Elite
Com essas duas músicas, dá pra notar bem a diferença. A Elite é a mais pesada do álbum.
Muitos não devem saber, mas o baixista original da banda, Chi Cheng, sofreu um terrível acidente automobilístico no final de 2008, e encontrava-se em coma até a semana passada. Ele continua em estado grave, quase vegetativo. A família montou um site para coletar doações http://oneloveforchi.com.
Ps.: Gostaria de me desculpar com meus inúmeros 18 seguidores do blergh pelos hiatos. Muito trampo e pouco tempo (e inspiração) pra escrever.