terça-feira, 7 de abril de 2009

Peter Criss

O baterista original do KISS, Peter Criss, fará uma aparição em uma exposição de modelos e brinquedos que acontece entre 17 e 19 de abril no Hilton Hotel em Parsippany, New Jersey, EUA. De acordo com um post em seu website "Peter vai dar autógrafos e tirar fotos. Os autógrafos para os convidados custarão $40,00. As fotos serão tiradas pelo nosso fotógrafo e custarão $10,00."

Fonte: Portal Novo Metal (http://www.novometal.com/news/noticia.php?id=16894)

Não pude deixar de comentar. Caras, o Peter Criss foi tão bem com o Kiss e depois disso só fez merdas. Não tem muito o que escrever sobre, é apenas hilário!

Ah, o Peter Criss nacional é o Marcelo D2!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Um pouco da história do Machine Head

Este post iria se chamar "Through The Ashes of Empires - a volta por cima", mas escrevi tanto que tive de mudar...

Não sei quanto a você, mas Through The Ashes of Empires é meu álbum favorito do Machine Head.

Mas, cara, por que esse é o melhor?

machine Head - Burn my Eyes

Bom, vamos recaptular. O Machine Head começou muito bem (mas muito bem mesmo!) em 1994 com o álbum Burn my Eyes. Um álbum agressivo, seguindo uma linha mezzo Pantera, mezzo Slayer. Agressivo, rápido, com riffs quebrados, solos matadores e tudo aquilo que se faz obrigatório para uma banda de metal vinda da Bay Area californiana. Robb Flynn dizia adeus ao Vio-lence em grande estilo! O álbum era praticamente perfeito e a RoadRunner agradece até hoje por isso.


Machine Head - The More Things Change

Logo depois veio o The More Things Change. Este não vendeu tanto, mas conseguiu ser mais pesado, mais agressivo e mais extremo que o Burn My Eyes. Obviamente então, é um álbum excelente. Se um fã da banda me disser que não gosta desse álbum, eu vou solicitar que ele procure auxílio médico.

As coisas começaram bem demais pra uma banda. Também pudera, Robb Flynn tocou, simplesmente, com Vio-lence e Forbidden, duas bandas de thrash metal americanas que fizeram escola. Mas, alguma coisa o incomodava...


Machine Head - The Burning Red

Em 1999 o chamado "movimento" New-Metal estava vindo com tudo. Era o fim da mesmice. Era o começo de uma nova forma de se fazer metal. Pesado, cru, industrial. Simples, direto e com uma mão no hip-hop. Sucesso na certa! O Machine Head entrou nessa também. O lançamento do The Burning Red foi uma guinada na vida musical da banda. Tudo mudou. Olhando pra o passado, hoje, pareciam que estavam em um circo. Cabelos coloridos, mais curtos, roupas e video clipes coloridos, tudo muito diferente de uma banda que gravou o clipe de Ten Ton Hammer pouco tempo antes (exceto pelo Adam Duce, que sempre foi o Adam Duce). Mas era isso, o New Metal era isso. Não era viadagem, era uma forma de chocar os tr00s oitentistas que diziam que o metal era imortal. Eles mataram e reviveram o metal, refazendo-o de uma forma mais popular.


Machine Head - Supercharger

Só que, como todo sucesso, o new metal "deu no saco". Chegamos a um momento onde todas as bandas era iguais, fazendo o mesmo tipo de música, a mesma temática nas letras, os mesmo "weeh weeh weeh" nas guitarras. Tudo igual. E foi nesse momento, em 2001, que o Machine Head lançou o álbum Supercharger. Para muitos o maior erro da banda. Para outros muitos, o maior acerto. Músicas ainda mais simples, ainda mais rap, ainda mais industrial, ainda mais "feliz". Era a época, era o que as bandas estavam fazendo. Não adiantava ir contra o óbvio. A banda perdeu os fãs mais tr00s, mais antigos, porém, lucrou muito com uma leva enorme de novos fãs. Vendidos? Talvez não. Se você viveu bem essa época (nem faz tanto tempo assim), sabe que aquilo era a atitude, aquilo era o "Thrash Metal do novo século" (comparando apenas a atitude, não a sonoridade). O Machine Head fez isso muito bem (sim, porque mesmo não sendo o Machine Head do começo, ainda era melhor do que 90% das bandas que faziam isso).


O tempo passou, a banda mudou. Depois da saída de Logan Mader (1998) e de Ahrue Luster (2002), a banda chamou Phil Demmel para as guitarras. E este, pra mim, foi o maior acerto da banda. Phil também havia tocado no Vio-lence e, nesse momento, tudo que a banda precisava era voltar às origens, afinal, se em 2001 o new-metal já era repetitivo, imaginem em 2003! E foi nessa hora que eles deram a volta por cima mais perfeita que uma banda podia dar, lançando o épico Through the Ashes of Empires!

Machine Head - Through the Ashes of Empires

O álbum abre em tão grande estilo, mas tão grande estilo, que, se parasse ali, já seria um enorme feito. Imperium é a faixa mais completa do Machine Head. E o pé na porta para abrir uma nova éra. Mas, por incrível que possa parecer, o álbum não para aí. E continua no mesmo nível. Pesado, extremo, técnico e, acima de tudo, metal. Só metal. Não é tão rápido quanto os dois primeiros, mas é mais técnico e mais carregado. É uma aula de música nos anos 2000! Cabelos compridos e roupas pretas completavam o visual (porque queira você ou não, o visual também faz parte de uma banda). Era isso, Robb Flynn, Adam Duce, Phil Demmel e Dave McClain davam seu recado em forma de música.


Machine Head - The Blackening

Depois disso, de sentir novamente o gostinho do metal (o bom e velho) e sua sonoridade, a banda descobriu que sabia fazer isso como poucos. Provaram isso com o The Blackening. É o álbum mais próximo do Thrash Metal que a banda lançou. Uma usina de bons riffs com muito peso e vocais agressivos. Fica muito claro que o Metallica dos anos 80 influenciou muito este álbum. Muitos o comparam com o Master of Puppets, dizendo que este é o Master of Puppets dos anos 2000. Eu não acho que chega a tanto (me desculpem, Master of Puppets e Hell Awaits só existiu um), mas acho que, depois desse álbum, muita coisa mudou na música. As bandas começaram a fazer metal novamente e o Machine Head pode ser um dos responsáveis por isso.


Observação: minha intenção era colocar clipes do Machine Head de cada época, mas as gravadoras proibiram o youtube de publicar videos-clipes.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Recomendação para uma sexta-feira mais feliz

Hellacopters - Grande Rock

Você conhece The Hellacopters? Não? Eita...

The Hellacopters - Grande Rock

The Hellacopters - Grande Rock

Resumindo, The Hellacopters é uma banda de rock and roll (no melhor sentido da palavra) Sueca, liderada por Nicke Andersson, ex-bateirista do Entombed.

Feitas as apresentações, vou apenas sugerir nesse post que você ouça, assim que possível, o álbum Grande Rock. Não sou um exímio conhecedor da banda, mas já ouvi todos os álbuns. Sei que o By the Grace of God é o mais falado, mas eu gosto muito do Grande Rock.

Então, é isso. Fica ai a dica. Se você quiser ouvir um som muito bom e ainda não ouviu este álbum, eu garanto que não vai se arrepender. Pode melhorar sua sexta-feira!

Como destaque, eu recomendo a música Welcome to Hell

Até o próximo! E, se possível, deixem seus comentários sobre o álbum.

terça-feira, 31 de março de 2009

Álbuns que me vão bem a qualquer hora

Depois de ver que as listas estão dominando o mundo (a começar pelo Facebook), fiz aqui uma lista com 10 álbuns que eu posso ouvir a qualquer hora e que sempre caem bem. Não são os álbuns definitivos da minha vida (até porque fica difícil, música é fase), mas são álbuns que eu posso ouvir o tanto que for que não cansarei. Serve como dica ai, pra quem quiser ouvir algo e não conheça algum destes (ok, alguns são bem comuns).

Top 10 maiores álbuns do meu momento:

Angel Dust
Angel Dust (Faith No More)
Terceiro álbum da banda, que traz um Mike Patton mais inspirado e mais seguro. A banda estava musicalmente perfeita e bem entrosada, apesar das tretas posteriores (a saída do Jim Martin).
Hell Awaits
Hell Awaits (Slayer)
Pra mim, o melhor álbum do Slayer. Uma aula de thrash metal.
Master of Puppets
Master of Puppets (Metallica)
Acho que não preciso falar muito. É o álbum que mostrou pro mundo o que era thrash metal. Unanimidade entre os apreciadores da música bem feita.
Through the Ashes of Empires
Through the Ashes of Empires (Machine Head)
Pra mim, a volta por cima do Machine Head. Depois de começarem perfeitos e darem uma escorregada, voltaram em grandissíssimo estilo.
The Great Southern Trendkill
The Great Southern Trendkill (Pantera)
Penúltimo álbum do Pantera e o mais violento deles. Começa tão insano com a música-título que dá até medo de terminar. Coisa Linda!
Rust in Peace
Rust in Peace (Megadeth)
Além de ter minha música favorita do Megadeth (a própria Rust in Peace... Polaris), é uma aula de thrash metal, junto com o Hell Awaits e o Master of Puppets. Realmente, nesse álbum, Dave Mustaine deu o troco no Metallica.
Say Something Nasty
Say Something Nasty (Nashville Pussy)
Meu favorito deles. Muitos torcem o nariz porque a banda começou a pisar no freio ai, mas eu acho que eles atingiram a perfeição ai.
Highway to Hell
Highway to Hell (AC/DC)
Último álbum com Bon Scott. Gosto particularmente por abrir com Highway to Hell. Rock de macho!
Better off Dead
Better off Dead (Sodom)
Pelas duas primeiras músicas você já sente a pegada. Aí, pra completar, eles ainda fazem um cover de Tank, com Turn Your Head Around. Ah o thrash metal alemão. Como são bons!
Kings of Beer
Kings of Beer (Tankard)
Se considerarmos que a banda começou em 1982 e em 2000 lançou um álbum nesse nível, é pra respeitar mesmo. Eu gosto de todos, sem excessão, mas esse me vai bem até assistindo filme triste. Ah o thrash metal alemão (2).

E ai? Afim de fazer sua lista também? Afim de sugerir? Comentem!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Metallica e Slayer: quase três décadas

Acabo de ler na Novo Metal que o Metallica disponibilizou um vídeo oficial da banda tocando a nova música "My Apocalipse". É a última música do álbum novo, o Death Magnetic. Uma faixa legal, com um peso bem agradável (peso agradável = música pesada, mas não porrada) e vocal mais ou menos rasgado, lembrando um pouco o James Hetfield do Black Album. Veja e tire suas conclusões:

Já o Slayer tem tocado sua música nova em alguns shows, a "Psychopathy Red". O álbum ainda não saiu, mas promete. Vejam também e tirem suas conclusões:

Viram? Agora deixa eu tirar as minhas conclusões: Metallica e Slayer são as principais bandas da Bay Area Californiana. Eles trouxeram o thrash metal, eles criaram e, se quiserem, eles matam. Eu não posso dizer se gosto mais de uma ou de outra. Ambas são, para mim, perfeitas. Mas, vendo estes dois vídeos, pude perceber porque o Slayer nunca teve a fama do Metallica, mesmo sendo melhor tão bom quanto.

Muitos anos se passaram. Para ser mais exato, mais de 25 anos se foram desde que essas bandas mostraram todo o seu ódio em forma de música. Muita coisa mudou de lá pra cá. O Slayer lançou uns álbuns mal-vistos pelo seus fãs mais leais, o Metallica lançou alguns mais. Ai o Slayer lançou um álbum que trazia de volta a pegada mais oitentista e o Metallica foi na mesma. Só que, vendo eles ao vivo no glorioso you tube, percebemos que o Slayer continua sendo aquela banda feia, mal encarada, fedida, sem pai que canta músicas feias, fedidas, mal encaradas e sem pai. O Tom Araya continua cantando feio, voz rasgada, assustando crianças e o resto da banda nem se fala. Já o Metallica evoluiu muito com o tempo. De um bando de "feinhos" tocando música pesada, se tornaram bons rapazes, com caras agradáveis e sabendo o timming das coisas. Ao vivo, o James Hetfield não canta mais tão bravo nem feio. Mas agrada. Sabe agradar. Eu mesmo gosto deles ainda. E gosto muito. A simpatia da banda supera até os episódio do Napster (na verdade, Lars Ulrich é um merda, mas o James consegue aliviar a barra dele).

É por isso que eu digo: tapinha nas costas e resenhas positivas não enchem barriga. Se não agradar o público, não gera renda. Não é a toa que o Death Magnetic vendeu, em três dias, 490.000 cópias, enquanto o Christ Illusion vendeu 62.000 em uma semana. Eu gostei mais do Christ Illusion, mas quem sou eu? nem comprar o álbum eu comprei (nem o Death Magnetic).

A verdade é que essas duas bandas lançaram, nos anos oitenta, os álbuns mais completos que o thrash metal conheceu, mas hoje em dia, muita coisa mudou. Mais pra uns do que pra outros.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Wake Up Dead

Megadeth - Wake up Dead

Dave Mustaine, em um dia inspiradíssimo, deve ter composto a melodia de Wake Up Dead. Mostrou pros então integrantes do Megadeth na epóca, todo orgulhoso: "Caras, compus a música mais foda de todas até agora! Quase tão foda quanto Last Rites!". Os outros integrantes devem tê-la ouvido e achado realmente uma composição irretocável. Mas ela tinha um problema: a letra. "Caras - deve ter perguntado o Dave - alguém tem uma letra pra por nesse som?". Como ninguém tinha nada, ele pôs isso ai:

Peace Sells... But Who's Buying?

O álbum Peace Sells... But Who's Buying?

Wake Up Dead

I sneak in my own house
It's four in the morning
I've had too much to drink
Said I was out with the boys
I creep in my bedroom
I slip into bed
I know if I wake her
I'll wake up dead
I wonder, will she find out
About the other, other lover
Diana

Wake up dead, you die
Wake up dead, and buried
Wake up dead, you die
Wake up dead

Convenhamos, que letra mais boqueta! Tipo, quase uma letra de música sertaneja!

Mas, tudo bem, a música é tão perfeita que a gente esquece a letra. Eu mesmo, não me apego a isso... mas falo disso outro dia!


Megadeth - Wake Up Dead

quinta-feira, 26 de março de 2009

Música para Macho #5

Hogjaw

Estes dias, discutindo na comunidade do Black Label Society do orkut, tentei chegar à conclusão do que pode ser considerado "Música para Macho". Cheguei à seguinte conclusão: você ouve a música e tem vontade de beber, comer um torresmo, peidar, arrumar briga (de bar, não de pitboy, aquelas tretas de bebado mesmo), arrotar alto, apertar uma bunda (mas nao uma bundinha durinha de modelo fresquinha, uma bunda grande de uma mina que goste da coisa)... essas coisas. Ai eu considero apto a entrar no música para macho. Eu acho que a banda que vou falar aqui resume bem tudo isso, o Hogjaw.

Pra começar, o nome da banda: Mandíbula de Javali! Cara, javali é uma carne deliciosa e, certamente, os integrantes da banda devem comer no café da manhã! Duvida? Olha a cara dos fulanos:

Hogjaw band - KWALL ,JonBoat Jones, Elvis DD, Craig Self

KWALL ,JonBoat Jones, Elvis DD, Craig Self


Ela me foi apresentada na própria comunidade do BLS e foi logo absorvida pelo meu gosto um tanto bizarro.

O estilo de som dos caras é o famoso rockão do sul, a exemplo dos já citados Nashville Pussy. Mas é um rock muito bem recheado, com riffs muito bons e que não enjoa com facilidade. Passa próximo ao country, mas deixa bem claro as influências de Lynyrd Skynyrd, mas ao mesmo tempo dá pra sentir uma pegada próximo ao próprio Black Label Society ou, talvez, o Down. É um som bem completo, acho que posso considerar um grande achado da indústria fonográfica. Me faz crer novamente na música em pleno século XXI. Eu não estou exagerando, não! Achei o som incrível mesmo! Mas, só experimentando pra saber, então ai vai o vídeo da Gitsum. Reparem nos trabucos dos caras!

Lançaram seu primeiro álbum "Devil in the Details" em agosto de 2008 e já começaram muito bem! Infelizmente no Brasil não saiu nada sobre a banda. Aliás, se não fosse os amigos garimpadores da Internet, não saberia nem da existência dessa banda simplesmente incrível! Mas essa é minha opinião, né... Se alguem discordar, por favor coloquem nos comentários suas ressalvas.

E, mais do que nunca, vamos abrir uma cerveja e comemorar essa banda maravilhosa! Saúde, amigos beberrões!

Outras resenhas sobre a banda